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quinta-feira, 14 de junho de 2012

SÃO PAULO PREPARA MAIOR MERCADO DE CARBONO DO PAÍS

A BM&FBovespa, maior bolsa de valores latino-americana, será parceira do governo estadual na iniciativa

 

Analistas consideram que a meta de redução de 20 por cento nas emissões até 2020 é quase impossível de ser alcançada

 

São Paulo - O governo paulista anunciou nesta terça-feira planos para criar um mercado decarbono que poderá no futuro ser associado a um esquema semelhante que está sendo desenvolvido no Rio de Janeiro.

 

São Paulo responde por um terço do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro, e vigora no Estado uma rigorosa lei que estipula uma redução de 20 por cento nas emissões de gases do efeito estufa até 2020, em relação aos níveis de 2005. Isso significa limitar as emissões a 98 milhões de toneladas de dióxido de carbono ou equivalente.

 

"Isso é uma prioridade para o governo. Esperamos ter o mercado funcionando o mais breve possível", disse a jornalistas o secretário estadual do Meio Ambiente, Bruno Covas. "Nós já estamos conversando com as indústrias sobre as metas. Essa é a grande dificuldade a ser vencida, definir o tamanho dos cortes nas emissões".

 

A BM&FBovespa, maior bolsa de valores latino-americana, será parceira do governo estadual na iniciativa.

 

O esquema fluminense de mercado de carbono será formalmente lançado neste mês, e o presidente da BM&FBovespa, Edemir Pinto, disse que no futuro poderá haver uma vinculação entre os dois mercados de carbono dos mais ricos Estados brasileiros, embora por enquanto não haja planos concretos nesse sentido.

"Nós podemos promover a interconectividade com outros mercados, em nível nacional ou internacional", disse Pinto.

 

Ele acredita que o mercado paulista de carbono possa estar operacional já no final do ano se o governo acelerar a definição de metas e regulamentos.

 

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