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quinta-feira, 7 de junho de 2012

O MERCADO DE CARBONO ENTRE 29 DE MAIO E 05 DE JUNHO

O resgate dos preços do carbono no esquema europeu de corte de emissões dominou as discussões durante a Carbon Expo, conferência anual que reuniu na Alemanha, durante a semana passada, cerca de 2,5 mil participantes e interessados nos mercados de cabono.

 

Eles enfatizaram a necessidade da União Europeia (UE) aumentar a sua meta de corte de emissões e temem que a simples intervenção pretendida pela Comissão Europeia não será suficiente para criar um balanço mais razoável entre a oferta, inflada nos últimos anos e podendo alcançar um bilhão de toneladas de CO2 no fim de 2012, e a demanda de créditos e permissões de emissão.

 

Na semana passada, a Alemanha pediu que a discussão sobre a melhoria das metas fosse colocada na pauta de uma reunião de ministros do meio ambiente que será realizada em junho. Porém, os debates não tem sido fáceis, com as questões ambientais caindo na lista de prioridades frente à crise econômica.

 

"Confiança e estabilidade em longo prazo nos preços do carbono obviamente são fundamentais para que possamos investir. Investimentos esses que sempre cobrem décadas", comentou um executivo da Statoil.

 

“O sentimento geral era tanto positivo quanto negativo. Positivo da perspectiva que é claro que o EU ETS não acabará apesar dos problemas na Europa, do lastimável preço do carbono e do fato de muitos bancos estarem reduzindo suas equipes. E lúgubre, da perspectiva que existe pouca folga ou solução para o baixo preço e como lidar com ele, além de estar claro que existem problemas sérios na UE, que estão começando a prejudicar a negociação de determinadas EUAs – Agora há notícias que muitos traders não querem negociar EUAs gregas dada a sua provável saída da UE”, comentou Nigel Brunel, da consultoria neozelandesa OMFinancial.

 

Ele lamenta que pouco foi comentado sobre o esquema de comércio de emissões da Nova Zelândia, apesar do sistema já estar em operação e do país ter agido antecipadamente em relação a tantos outros no sentido de cortar as emissões.

 

Apesar de ansiosos por mudanças no mercado, os participantes mostraram confiança nos fundamentos que dão base aos esquemas de controle de emissões. A maioria acredita que os governos e empresas continuarão a implementar políticas voltadas ao corte de emissões, a parte nebulosa é como isto se materializará.

 

Uma pesquisa realizada anualmente pela PricewaterhouseCoopers (PwC) constatou na semana passada que os questionados continuam acreditando nos mecanismos de mercado como a melhor política para mitigar o crescimento das emissões, ficando divididos na questão se haveria o surgimento de outras ferramentas de mercado antes de 2020.

Cerca de 80% dos entrevistados pela PwC, todos participantes do mercado de carbono, desejam interferência política para recuperação do esquema europeu de comércio de emissões.

 

Mesmo com o aumento de 11% no valor total dos mercados de carbono ao redor do globo tendo sido resultado principalmente de motivos financeiros, segundo o relatório divulgado pelo Banco Mundial durante a Carbon Expo, diversos novos esquemas estão aparecendo e esta parece ser a tendência. 

 

Portanto, o cenário mundial do mercado de carbono está em mutação e indica mercados cada vez mais fragmentados. Um exemplo são os projetos chineses, que até agora lideravam a oferta de créditos de compensação sob MDL. Estes projetos devem passar a atender a demanda interna que será criada com os esquemas piloto entrando em operação nos próximos anos.

Outro exemplo desta transição dos mercados de carbono é a África, que está começando a despontar como fornecedora de créditos interessantes de projetos com forte cunho social, como fornos mais eficientes e iluminação com energias limpas, provenientes do Programa de Atividades sob o MDL. Fonte:Instituto CarbonoBrasil

 

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