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segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

NOTICIAS MDL SUSTENTAVEL

ODEBRECHT E CAF ASSINAM ACORDO PARA OBTENÇÃO DE CRÉDITO DE CARBONO

 

A Odebrecht assinou um acordo com a Corporação Andina de Fomento (CAF) para obtenção de créditos de carbono em projetos de infraestrutura. A CAF tem experiência na geração dos créditos e quer ampliar sua capacidade de desenvolvimento de novos projetos com este perfil. Do lado da Odebrecht, um conjunto de projetos relacionados a transporte, aterros sanitários, usinas hidrelétricas, entre outros, que podem incrementar o portfólio da CAF. O acordo foi assinado pelo empresário Marcelo Odebrecht e pelo presidente da CAF, Enrique Garcia.   Fonte: Guilherme Barros

 

IPEA DEFENDE USO DE CRÉDITO DE CARBONO PARA AMPLIAR GERAÇÃO DE ENERGIA A PARTIR DO LIXO

O uso de biogás de lixo urbano é a melhor oportunidade para o Brasil ampliar o uso de Mecanismos de Desenvolvimento Limpo, segundo um estudo publicado nesta quarta-feira (23) pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea). Segundo o Comunicado 80, além de reduzir a emissão dos gases de efeito estufa, o mercado de carbono poderia se tornar uma fonte de financiamento necessária para reduzir o problema do saneamento básico.   Fonte: - Portal Brasil

BRASIL PERDE TEMPO E DINHEIRO NO MERCADO DE CARBONO

O Brasil ainda está longe de ter um mercado de crédito de carbono consolidado. A afirmação pode ser feita após análise dos números do setor. Enquanto no planeta o mercado de carbono gerou renda de mais de R$ 250 bilhões, no Brasil os negócios não passaram de R$ 700 milhões, ou apenas 2,8% da renda mundial.   Fonte: Portal Brasil

PREFEITOS ASSINAM PROTOCOLO DE INTENÇÕES PARA CRIAÇÃO DE CONSÓRCIO PÚBLICO

Mais de 50% das prefeituras da Zona da Mata alagoana assinaram, no dia 7 de fevereiro, a Minuta do Protocolo de Intenções para criação do Consórcio Público de Resíduos Sólidos da região. O encontro ocorreu na sede da Associação Alagoana dos Municípios (AMA), com coordenação da Secretaria de Estado do Meio Ambiente e dos Recursos Hídricos (Semarh) e apoio da Secretaria de Estado da Infraestrutura (Seinfra), do Ministério Público e da entidade que sediou a reunião.   Fonte: ASSEMAE

MDL: NO LUGAR DO LIXO, UM MONTE DE DINHEIRO

Da Agência Ambiente Energia - Dos 5.612 municípios brasileiro, 100 têm condições de implementar projetos que utilizem os aterros sanitários para gerar créditos de carbono, o que poderia resultar numa receita bruta de 2,7 bilhões de euros, com uma redução de emissões de carbono estimada em 807 milhões de toneladas. Esta é uma das conclusões do estudo “Utilização do Mecanismo de Desenvolvimento Limpo (MDL)”, divulgado pelo Instituo de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea). Como exemplos, o documento análise as iniciativas para geração de biogás desenvolvidas pelo Projeto NovaGerar, em Nova Iguaçu (RJ), e do Aterro Bandeirantes, em São Paulo.

Segundo o estudo, o setor de saneamento básico, em particular o de tratamento de lixo, apresenta elevada potencialidade para a utilização de um MDL setorial. “A maior utilização do Mecanismo de Desenvolvimento Limpo poderia ser um elemento importante para viabilizar projetos ou políticas públicas que contribuam para o  desenvolvimento brasileiro sustentável”, afirmou a técnica de Planejamento e Pesquisa Maria Bernadete Gomes.

Além de abordar o setor de saneamento básico do Brasil e o tratamento dos resíduos sólidos e projetos de geração de energia a partir de aterros, o estudo trata dos panoramas brasileiro e mundial do MDL, do mercado de carbono – com seus volumes e valores –, das políticas públicas e medidas de desenvolvimento sustentável. No mercado de MDL, o Brasil figura no terceiro lugar.

Veja a íntegra do estudo

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Fonte: Matriz Limpa,

 

sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

30 MANEIRAS EM 30 DIAS PARA INSPIRAR A AÇÃO DE REDUÇÃO DE EMISSÕES E TRANSIÇÃO PARA A ECONOMIA GLOBAL VERDE*

Desde a criação de mercados de massa para aquecedores solares de água para plantar árvores e proteger as florestas, a United Nations Environment Programme estará liberando 30 estudos de caso em vésperas da Convenção do Clima das Nações Unidas no México, para provar que as soluções para combater as alterações climáticas estão disponível, acessível e replicável. "Em todo o mundo, os programas baseados na comunidade e empenho empreendedor estão desafiando os benefícios status quo através da inovação e criatividade. Importante é que eles estão fornecendo múltiplos de acesso à energia, melhorias na saúde pública e redução de impactos ambientais para a condução de uma transição para baixas emissões de carbono, um crescimento mais verde. O desafio agora é acelerar e scale-up destas transições em todo o mundo", disse Achim Steiner, o Sub-Secretário-Geral e Diretor Executivo do PNUMA.

 

Os compromissos atuais e promessas sob o Acordo de Copenhague, cobrindo as emissões até 2020, fornecer uma boa plataforma para uma ação global, mas o nível de ambição atual é amplamente visto como insuficiente para atender o limite de 2 graus de aquecimento.

 

A UNEP "30 Ways em 30 Dias" A iniciativa será anunciada em um especial Climate Neutral Network pequeno-almoço (CN Net) com os negócios para a Cimeira do Ambiente (B4E) na Cidade do México, 4-5 de Outubro. A Cimeira B4E - que é co-organizado pela Organização das Nações Unidas para o Ambiente (PNUMA), o Pacto Global, WWF e Iniciativas Globais - é principal conferência internacional do mundo para o diálogo ea ação empresarial orientada para o ambiente. Últimos membros da CN Net inclui Prefeitura de Saitama, no Japão, que é parte da Grande Área Tóquio hospedando uma população de mais de 7 milhões, e da Corporação Solar Aliança, na Ucrânia, que está desenvolvendo a próxima geração de tecnologias para a conservação de energia e economia de recursos . O primeiro estudo de caso do "30 Ways em 30 Dias" iniciativa "Solar Empréstimos para Solar Imóveis." Mais de 60 por cento dos lares indianos não têm acesso ao abastecimento de eletricidade confiável e dependem do querosene para iluminação e queima de esterco e de madeira para o calor. Em um exemplo de empresas de pequena escala e empreendedorismo que se expandiu rapidamente, o PNUMA trabalhou o Programa indiano de "Empréstimo Solar"  com dois dos maiores grupos bancários da Índia em 2003 para fornecer empréstimos a juros baixos para os sistemas fotovoltaicos domésticos. A energia fotovoltaica é um método de gerar energia elétrica através da conversão de radiação solar em eletricidade de corrente contínua utilizando semicondutores.

 

O programa forneceu apoio técnico e treinamento, bem como uma taxa de juros para baixo que comprar bancos reembolsados pela diferença entre as taxas de empréstimo ea taxa de juro reduzida que os mutuários pago. Enquanto os bancos não beneficiaram diretamente esses subsídios, eles estavam ansiosos para desenvolver um novo mercado para o financiamento rural. Quase 20 mil sistemas de energia solar foram financiados entre 2003 e 2007. No final do projeto, os subsídios foram gradualmente reduzido para uma taxa de mercado livre, altura em que outros bancos começaram empréstimos em termos comerciais. O Programa de Empréstimo acelerou a penetração no mercado de iluminação solar no interior da Índia e inspirou diversas iniciativas semelhantes na Índia e em outros lugares. Em 2008, o programa ganhou o prêmio Globo de Energia para a Sustentabilidade e em 2009 foi um dos únicos dois projetos de campo dentro do sistema das Nações Unidas para receber o Prêmio do Secretário-Geral UN21 concedidos para a inovação.

 

O Regime de empréstimos influenciou a política nacional, com o Governo da Índia, deixando de lado sua abordagem subsídio de capital para apoiar a energia solar em favor da bonificação de juros.Custos de EUA $ 1,5 milhão em apoio ao programa e os EUA 6,1 milhões dólares em empréstimos por parte dos parceiros bancários têm sido mais do que compensado pela poupança das famílias sobre o querosene e outras fontes de energia tradicionais. "As luzes solares são um sonho há muito acalentado de gente do campo que muitas vezes não têm poder, ou fontes de alimentação que estão no melhor dos casos irregulares. Eles são um produto que possa atender às aspirações das pessoas que vivem abaixo da linha da pobreza. É uma boa oportunidade de negócio para a Bank ", disse PG Ramesh, presidente Pragathi Grameen Bank, Bellary, Karnataka, na Índia. Muitas das melhores oportunidades de mitigação das alterações climáticas são as tecnologias domésticas escala como a energia solar, biogás e equipamentos de alta eficiência. Consumidor e abordagens de micro-crédito pode ser replicado em outros lugares e sua escala ajustada de acordo com a necessidade.

 

Estudos de caso de clima diário serão lançados online em www.unep.org/unite/30ways em 1º de Novembro e 8 de Dezembro. Os exemplos abrangem uma vasta gama de soluções em todo o mundo de verde "chá" para os empresários de energia, soluções de transporte, inovação, financiamento de carbono, de vida ecológica e estratégias de adaptação. Ver um vídeo do Solar indiana Empréstimo Programa aqui: http://www.unep.org/newscentre/videos/shortfilms/2008-09-15_TaleOfTwoLights.flvNotas aos Editores: A Convenção do Clima da ONU é COP16/CMP6 em Cancún, no México, e será realizada de 29 de novembro a 10 dezembro. Últimas participantes do Clima do PNUMA Neutral Network - Setembro de 2010: Ação Climática (empresa), Reino Unido. Climate Action é uma plataforma multimídia composta por um site, newsletter e publicação anual, produzido em parceria com o PNUMA. A plataforma tem como objetivo incentivar as empresas e grandes organizações para reduzir a sua pegada de carbono. Climate Action juntou-se ao Climate Neutral Network, após quatro anos de colaboração com o PNUMA. Acção Climática eo PNUMA irá lançar a quarta publicação de Acção Climática em Cancun em 03 de dezembro.

Saitama (região), o Japão: Prefeitura de Saitama é parte da Grande Área de Tóquio, ea maioria das cidades de Saitama pode ser descrita como subúrbios de Tóquio.Saitama tem uma população de mais de 7 milhões. Em fevereiro de 2009, Saitama estabeleceu o "Stop Global Warming: navegação Saitama 2050 plano, que estabelece políticas e objetivos para cumprir metas específicas de redução de emissões. A prefeitura também está promovendo ativamente o uso generalizado de energia renovável.

 

Solar Corporation Alliance (empresa), a Ucrânia: Solar Corporation Alliance é uma organização empresarial e uma empresa científica, que está desenvolvendo tecnologias de próxima geração para a conservação de energia e economia de recursos, respeitando os princípios básicos para a protecção do ambiente e da ecologia. As atividades da empresa incluem a conversão de resíduos orgânicos e inorgânicos em fontes alternativas de energia.

 

Coffea Circulor (empresa), Noruega: Coffea Circulor importações de café de alta qualidade para a Escandinávia. Situado em Arendal, Noruega, Coffea Circulor missão é realizar comércio de café no princípio do triple bottom line - o planeta de pessoas, e lucro. A empresa trabalha directamente com os agricultores do Quênia e Uganda, para garantir a sustentabilidade, a transparência eo fortalecimento dos agricultores locais e da comunidade. A empresa busca clientes e parceiros que compartilham a filosofia da empresa de reduzir as emissões de gases de efeito estufa.

 

Procea (empresa), Itália: Procea fornece serviços de consultoria a organizações e empresas de capital fechado. A empresa estabeleceu a iniciativa privada "KlimaNet", que é projetado para ajudar as empresas a implementar e documentar os esforços ambientais. KlimaNet é um sistema de gestão pragmática, mas ambiciosa ambientais, que proporciona uma oportunidade única para as organizações e empresas na implementação de práticas ambientalmente sustentáveis na sua cooperação com os fornecedores.

 

Fonte: http://www.unep.org/Documents.Multilingual/Default.asp?DocumentID=649&ArticleID=6770&l=en&t=long  -  05/10/2010

Para obter mais informações, entre em contato: Nick Nuttall, UNEP Spokesperson/Head of Media, on Tel +254 20 7623084, Mobile +254 733 632755 E-mail: nick.nuttall@unep.org. At B4E: Satinder Bindra, Director, Division of Communication and Public Inform

Consulte a homepage. Climate Neutral Network: www.unep.org / climateneutral  -

quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

Postos de salvamento carioca na luta pelo meio ambiente

A partir do dia 25 de fevereiro (sexta-feira), banhistas que visitarem as praias cariocas terão a oportunidade de dar sua contribuição para o Meio Ambiente. Postos de salvamento das praias do Flamengo ao Pontal começarão a recolher óleo de cozinha usado, que será encaminhado para reciclagem. A iniciativa da concessionária Orla Rio, em parceria com as empresas MBR Materiais Reciclados e Neutral, tem como objetivo chamar a atenção da população para a importância da reciclagem do óleo vegetal saturado, um dos piores contaminadores da água. Cada unidade terá a capacidade de recolher 50 litros de óleo por dia e, a cada 2 litros depositados, a pessoa ganha de brinde um produto de limpeza - que é feito do óleo de cozinha. Todo material recolhido será encaminhado para a empresa MBR, que tem sede no município de Duque de Caxias.

“A Orla Rio tem uma grande preocupação com a preservação do Meio Ambiente e temos desenvolvido diversas ações com objetivo de conscientizar banhistas e pessoas que trabalham nas praias sobre a importância da reciclagem. É importante fazer com que as pessoas passem a fazer da coleta do óleo uma rotina, como muitas empresas já fazem há algum tempo”, declarou o vice-presidente da Orla Rio, responsável pela administração dos 27 postos de salvamento da orla, João Marcello Barreto.

Fator Ambiental: Um litro de óleo de cozinha pode contaminar até um milhão de litros de água, o equivalente ao consumo de um ser humano por 14 anos. Ao ser jogado no ralo da pia, provoca o entupimento das tubulações e contribui para proliferação de ratos, baratas e insetos nas redes de esgoto. Em contato com a água do mar, esse resíduo liquido, passa por reações químicas e da sua decomposição resulta a emissão de gás metano que é um dos grandes vilões do aquecimento global.

Postos de coleta: Flamengo - posto 2 | Copacabana - postos 1, 2, 4 | Ipanema - postos 8, 10 | Leblon - posto 12 | São Conrado - posto 13 | Barra da Tijuca - postos 1, 3, 5, 6, 8 | Recreio dos Bandeirantes - posto 10

Fonte: http://www.revistafator.com.br/ver_noticia.php?not=147750

quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

NOTICIAS MDL SUSTENTAVEL

GESTÃO DE RESÍDUOS AJUDA A REDUZIR EMISSÕES DE CO2

Um 
agricultor indiano pesa os resíduos da colheita, antes que sejam usados 
para produção de bionergiaGroßansicht des Bildes mit der Bildunterschrift: Um agricultor indiano pesa os resíduos da colheita, antes que sejam usados para produção de bionergia

Restos de plantas, madeira e outros materiais orgânicos – que compõem a chamada biomassa – são combustíveis ecologicamente corretos. Mas qual é realmente o seu potencial de geração de energia?

No estado de Uttarakhand, no norte na Índia, combustíveis ecologicamente corretos estão à disposição pelas ruas: folhas de pinheiros, em forma de agulhas. O clima ameno – nem muito quente, nem muito frio – é ideal para os pinheiros.

Quando chega a época do ano em que as árvores perdem suas folhas, todo o chão fica coberto. Estas "agulhas" secas são ideais para serem transformados em briquetes, queimados depois como combustível.

A utilização da biomassa – como a proveniente das "agulhas" dos pinheiros indianos – é uma maneira de produzir energia sem prejudicar o meio ambiente. Ela reduz o uso de combustíveis fósseis como o carvão e as emissões de gases estufa.

Biomassa: restos valiosos A canola é 
utilizada para a produção de energia, mas disputa espaço com grãos 
alimentícios A canola é utilizada para a produção de energia, mas disputa espaço com grãos alimentícios

A biomassa compreende tanto plantas oleaginosas, como a canola e o milho, como também madeira, folhas secas e palha. Resíduos orgânicos – sejam da agricultura ou da cozinha – são igualmente biomassa e utilizados para a obtenção de energia através da incineração.

Durante a geração de energia, a biomassa apresenta um comportamento neutro com relação ao gás carbônico. O dióxido de carbono absorvido durante o crescimento da planta é liberado durante a queima, não alterando o balanço de carbono.

Tal processo também acontece com as folhas dos pinheiros indianos: durante a queima, elas só liberam o carbono que as árvores absorveram do solo ou da atmosfera durante o crescimento. Se as folhas se decompuserem naturalmente ou forem queimadas, a quantidade de gás carbônico emitido será a mesma.

Com petróleo e carvão ocorre algo diferente. O dióxido de carbono contido nestes combustíveis fósseis permaneceu milhões de anos sob a terra. O gás carbônico liberado durante sua queima provoca um desequilíbrio no ciclo natural do carbono.

Outra vantagem da biomassa é ser uma matéria-prima renovável disponível periodicamente, durante o período da colheita.

Potencial limitado

Especialistas afirmam que o potencial da biomassa para a obtenção de energia é limitado, sendo suficiente para suprir apenas 10 a 15% das necessidades energéticas do planeta. É o que afirma a engenheira Daniela Thrän, diretora do setor de pesquisa em sistemas de bioenergia do Centro Alemão de Pesquisa em Biomassa e porta-voz da divisão de bionergia do Centro Helmoltz para Pesquisa Ambiental em Leipzig.

Para Thrän, há um grande potencial para biomassa no Leste europeu, na América do Sul, na Austrália e na América do Norte. Nestas regiões há muita área disponível para um número relativamente pequeno de habitantes, o que possibilita cultivar, sem concorrência entre si, alimentos para a população e plantas para a produção de biomassa.

Por outro lado, regiões densamente povoadas como o sudeste asiático têm um potencial pequeno para a produção de biomassa, lembra Thrän. Já a África não é tão povoada e possui muitas terras cultiváveis, apropriadas para a produção de plantas destinadas à geração de energia. Mas a produção agrícola é muito pequena no continente e não há previsão de melhora. Por isso, Thrän acredita que, para os próximos 20 anos, não se pode esperar um aumento do potencial da biomassa na África, pois concorreria com a produção de alimentos.

Bioenergia a
 partir de folhas de pinheiros facilita o trabalho em olarias no norte 
da Índia: os briquetes não poluem tanto quanto o carvão e pesam menosBioenergia a partir de folhas de pinheiros facilita o trabalho em olarias no norte da Índia: os briquetes não poluem tanto quanto o carvão e pesam menos

Os conflitos gerados pelo tema ficaram claros em 2007, durante do debate "combustível versus alimento", na Alemanha. Naquele período, a crescente demanda mundial por "plantas energéticas" fez com que subissem os preços do trigo, do milho e do arroz. Os alimentos também encareceram nos países pobres. A opinião pública começou a debater sobre o sentido de transformar grãos comestíveis em biocombustíveis para movimentar automóveis.

Energia sempre disponível

Para a engenheira Thrän, uma grande vantagem da biomassa é armazenar energia, que – diferentemente da solar ou eólica – permanece sempre disponível. "A tendência é que, no futuro, a bioenergia complemente a solar e a eólica", afirma Thrän. "Quando não há vento, é possível compensar com a bioenergia."

Futuramente, a biomassa poderia ser utilizada no lugar de combustíveis fósseis, que não podem ser substituídos por energias renováveis – como o querosene, por exemplo.

O mais 
conhecido exemplo de biomassa: folhas e galhos transformados em 
briquetesEnergia a partir de resíduos

 O mais conhecido exemplo de biomassa: folhas e galhos transformados em briquetes

Bernd Bilitewski, diretor do Instituto de Gestão de Resíduos da Universidade Técnica de Dresden, afirma que há um potencial inexplorado da biomassa em outras áreas. Na Alemanha, por exemplo, 12 milhões de toneladas de resíduos orgânicos são eliminados a cada ano, apesar de serem apropriados para a geração de bioenergia.

"A utilização destes resíduos precisa ser ampliada, antes que recorramos a outros produtos concorrentes." Além disso, há áreas agrícolas inadequadas para o cultivo de alimentos, mas ideais para plantas destinadas à produção de biomassa. Isto inclui espaços antes utilizados para mineração ou poluídos pela indústria, sugere.

Na Alemanha, praticamente não há mais unidades de incineração de resíduos que não utilizem de alguma maneira a energia gerada. Mas, para Bilitewski, seria possível usar essas fontes de bioenergia de forma ainda mais eficiente.

Bilitewski considera infundada a preocupação com a emissão de gases tóxicos durante a incineração dos resíduos. As regulamentações e controles do processo seriam tão rígidos e a técnica tão sofisticada, que nenhuma substância tóxica poderia ser liberada no ar.

O setor de gestão de resíduos é um dos maiores responsáveis pela redução das emissões de dióxido de carbono na Alemanha. Quase um quinto da meta estabelecida pela Alemanha no Protocolo de Kyoto será conseguido pelo setor.

Fonte:  Martin Schrader (lpf) - http://www1.folha.uol.com.br/dw/875805-gestao-de-residuos-ajuda-a-reduzir-emissoes-de-co2.shtml

SEBRAE/MG APÓIA PROJETO DE TRATAMENTO DE ÓLEO VEGETAL RESIDUAL DA EMPRESA MINAS BIOENERGIA EM ITAJUBÁ

 

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O SEBRAE/MG realizou implantação de mini usina de purificação de oleo de cozinha em Itajubá.

No Sábado 15 de janeiro de 2011 a empresa Minas Bioenergia deu partida na miniusina de tratamento de óleo de cozinha. Com este fato a empresa consegiu a sustentabilidade econômica para a coleta e purificação de óleo de cozinha na região de Itajubá, Minas Gerais. 

O Projeto Águas Limpas, desenvolvido junto com a SEBRAE/MG em Itajubá, tem como objetivo  recolher e industrializar o óleo residual de cozinha na região. O óleo é purificado para alcançar preços de venda que viabilizem o negocio. 
O SEBRAE de Itajubá, especificamente a diretora Elaine de Fátima, acreditou no potencial do projeto cujo modelo iniciou-se com o apoio da FAPERJ no RJ e investiu R$ 20.000,00 nele.  

A Minas Bioenergia conta com 30 ecopontos neste momento em Itajuba. A empresa vai atuar num raio de 80 km, incluindo assim as cidades Santa Rita, Pouso Alegre, Sapucaí, Brasópolis e Piranguinho entre outras explicou Carlos Daniel Mandolesi de Araujo, um dos idealizadores do projeto.

Somente na cidade de Itajubá a empresa está coletando 3.000 litros por mês. Como contrapartida para a sociedade a Santa Casa recebe um beneficio do empreendimento para todo óleo entregue em 4 ecopontos: Caixa Econômica, Hospital Escola, Santa Casa e restaurante Quente e Frio. 

O SEBRAE contratou para a realização do projeto os serviços da LPM do Brasil, empresa especializada na consultaria técnica de montagem de projetos de óleos residuais. 

A mini  usina instalada é o modelo LPM OC200.

O óleo purificado pela Minas Bioenergia tem como destino a indústria de biodiesel e beneficiadores.
Este projeto conseguiu elevar em 50% os preços de venda do produto final da empresa.

A LPM do Brasil, desenvolvedora do processo e do equipamento inovador pode ser consultada em www.lpmdobrasil.webs.com 

 

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

CARBONO PRESTES A ESCAPAR DO ÁRTICO

Uxbridge, Canadá, 21/2/2011 – O derretimento do permafrost (camada de gelo permanente) do Ártico ameaça os esforços para impedir que o planeta esquente e se torne inabitável para os humanos. Se não se reduzir de forma drástica o uso de combustíveis fósseis, pelo menos dois terços das gigantescas reservas de carbono congelado existentes no Norte do planeta poderão ser liberados, alerta um novo estudo. Isso elevaria em vários graus as temperaturas globais, deixando inabitáveis grandes partes da Terra.

Uma vez que o Ártico esquente o suficiente, as emissões de carbono e metano do permafrost derretido amplificarão o atual ritmo de aquecimento do planeta, explicou Kevin Schaefer, cientista do Centro Nacional de Dados sobre Neve e Gelo (NSIDC), de Boulder, no Estado norte-americano do Colorado. E isso seria irreversível. A Terra estaria a menos de 20 anos de seu ponto de inflexão. Kevin prefere usar o termo “ponto de início”, a partir do qual os 13 milhões de quilômetros quadrados de permafrost no Alasca, Canadá, Sibéria e em várias partes da Europa se converteriam em uma nova fonte de emissões de carbono.

“Nosso modelo projeta um ponto de início dentro de 15 a 20 anos, a partir de agora”, afirmou o cientista à IPS. O modelo utilizou um cenário “na metade do caminho”, calculando menor uso de combustíveis fósseis do que atualmente. Os cientistas concluíram que, mesmo nesse ritmo, entre 29% e 60% do permafrost mundial derreterá, liberando 190 gigatoneladas de carbono extra até 2200. O estudo é o primeiro a quantificar quando e quanto carbono será liberado do Ártico, e foi publicado na semana passada na revista sobre meteorologia Tellus.

“A quantidade de carbono liberada é equivalente à metade da que já foi lançada na atmosfera desde o começo da era industrial”, ressaltou Kevin. O carbono adicional do permafrost aumentará entre oito e dez graus as temperaturas médias no Ártico, informou o estudo. Isto não só transformará totalmente a região como também aumentará as temperaturas médias do planeta em cerca de três graus, alertou Kevin. E isto se somará ao aumento previsto entre três e seis graus nos próximos cem anos devido à contínua queima de combustíveis fósseis.

Kevin inclusive reconhece que o estudo subestima o que está acontecendo. O modelo não mede as liberações de metano, que são 40 vezes mais potentes do que o carbono em matéria de aquecimento. O metano poderá ter grande impacto nas temperaturas no curto prazo, acrescentou. “Haverá muitas emissões de metano. Estamos trabalhando para estimá-las”, afirmou.

O modelo tampouco inclui emissões de uma ampla região de permafrost submarino. A IPS informou anteriormente a estimativa de que oito milhões de toneladas de emissões de metano emergem a cada ano à superfície, a partir do pouco profundo Ártico do leste siberiano. Se apenas 1% do metano submarino no Ártico alcançar a atmosfera, a quantidade deste gás que existe atualmente nela será multiplicada por quatro, disse à IPS Vladimir Romanovsky, da Universidade do Alasca.

O modelo tampouco considera um processo chamado “erosão thermokarst”, reconheceu Kevin. Trata-se de um processo amplamente observado, no qual a água de degelo causa erosão no permafrost e o expõe a temperaturas mais altas, acelerando o derretimento. “Ainda não podemos calcular isso, mas poderia contribuir para grandes liberações de carbono e metano”, acrescentou.

Nada disto é considerado nas discussões políticas para reduzir as emissões de carbono e manter abaixo dos dois graus o aumento da temperatura global. Tampouco há um amplo reconhecimento de que este processo é irreversível. Mesmo se deixarmos, a partir de hoje, de usar todos os combustíveis fósseis, as temperaturas globais continuariam aumentando, e o permafrost descongelaria em outros 20 ou 30 anos, estimou Kevin. E uma vez que o carbono é liberado, “não há como recolocá-lo no permafrost”, destacou.

Entretanto, já perto do precipício, parece surgir uma saída segura. Uma nova análise acaba de demonstrar que os combustíveis fósseis poderiam ser eliminados de forma gradual até 2050, e com um estilo de vida cômodo para a população mundial. O Informe de Energia da Ecofys, consultora líder na Holanda, diz que a humanidade poderia atender 95% de suas necessidades energéticas com fontes renováveis usando a tecnologia atual.

“O informe demonstra que em quatro décadas podemos ter um mundo de vibrantes economias e sociedades usando energias totalmente limpas, baratas e renováveis, e com melhor qualidade de vida”, destacou o diretor-geral do Fundo Mundial para a Natureza, Jim Leape. Esta instituição contribuiu com a Ecofys no trabalho. “O informe é mais do que um cenário, é um chamado à ação. Podemos alcançar um futuro mais limpo e renovável, e devemos começar agora”, disse Jim em uma declaração. Envolverde/IPS

Fonte: http://www.envolverde.com.br/materia.php?cod=87089&edt - (IPS/Envolverde) – (*)Stephen Leahy, da IPS

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

COMITÊ DE 16 MINISTÉRIOS IMPULSIONA RECICLAGEM

Os catadores de materiais recicláveis trouxeram o foco da questão ambiental das florestas para as cidades. Eles se tornaram essenciais para a redução dos lixões nas zonas urbanas e também são importantes para a redução da pobreza no país. Para integrar esses dois objetivos fundamentais, foi instalado nesta segunda-feira (14/2), em Brasília, o Comitê Interministerial de Inclusão Social e Econômica dos Catadores de Materiais Recicláveis, que envolve 16 ministérios. A tarefa é articular as diversas áreas do governo federal para a promoção de políticas públicas favoráveis aos trabalhadores do setor.

 

"Vamos acordar, gente. Isso é real. Isso é verdade", exclamou Alexandro Cardoso, representante do movimento nacional de catadores, durante a cerimônia, em que esteve com as ministras do Ministério do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, e do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, Tereza Campello, coordenadoras do grupo. Entusiasmado com a iniciativa, ele disse que os catadores vivem um momento novo, mas em uma trajetória que já tem história. "Estamos aqui criando o pacto que queríamos quando fizemos nosso primeiro encontro nacional, em 1998. Mas não imaginávamos a proporção que o movimento tomaria. E a gente também não sabia a importância do nosso papel na sociedade. Com as nossas mãos, conseguimos retorno para aquilo que cairia na natureza."

 

A ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, enfatizou que "o comitê alinha agendas ambientais, sociais e econômicas, que vão gerar renda, qualificação profissional e inclusão social". Ela disse que os catadores são verdadeiros ambientalistas, pois sem eles haveria mais lixo nas ruas, além de representarem grande potencial econômico. "O Brasil perde R$ 8 bilhões por ano por falta de reciclagem. Podemos conferir isso no levantamento feito pelo  Ipea", citou, referindo-se ao relatório de Pesquisa sobre Pagamento de Serviços Ambientais Urbanos para Gestão de Resíduos Sólidos, feito pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada, no ano passado.

 

"Casar o social e ambiental, com o exemplo dos catadores de materiais recicláveis será uma inspiração para nós", completou a  ministra Tereza Campello, enfatizando a tarefa nacional de erradicação da extrema pobreza até 2014, que é uma das metas da presidente Dilma Roussef.

 

Severino Lima Jr, que também é líder do movimento nacional e catador desde os 12 anos, no Rio Grande do Norte, diz que os trabalhadores que lidam com materiais recicláveis no Nordeste estão entre os mais vulneráveis do país. "Lá temos grande dificuldade com a comercialização dos produtos, pois os centros industriais estão no Sul e Sudeste. Temos ainda muitos atravessadores". Ele citou que a pobreza no Nordeste também é maior, e que isso se revela, por exemplo, no número idêntico de catadores no lixão de Recife, 2.500, em relação à quantidade de pessoas que sobrevivem de catação no lixão da Grande Rio. Sendo que a capital pernambucana tem 1,5 milhão de habitantes, e a capital carioca tem 6,3 milhões.

 

"Mas participamos de todas as audiências públicas realizadas para a formulação da Política Nacional de Resíduos Sólidos e, com as leis que temos hoje, os catadores estão batendo na porta de seus prefeitos". Severino explica que um dos pontos conquistados pelos trabalhadores é a garantia de que façam parte da coleta determinada pela logística reversa. Isso significa que, de acordo com a nova lei, a indústria é responsável pela destinação dos produtos que gera, mesmo depois de eles serem descartados pelos consumidores. Severino ressalta que as organizações de catadores conseguiram assegurar que os municípios sejam dispensados de licitações quando contratam cooperativas de catadores para essa tarefa. "Não podemos depender somente do mercado de venda dos reciclados, pois esse mercado tem preços muito oscilantes", frisa.

 

O comitê interministerial foi instituído pelo Decreto 7.405, de 23 de dezembro de 2010, e será instrumento para a articulação das instituições de governo, da sociedade e do setor empresarial para execução de políticas públicas, além de ser referência para a criação de grupos semelhantes nos estados e municípios, que serão importantes para a formulação de planos municipais e regionais determinados pela Política Nacional de Resíduos Sólidos, fundamentais para a destinação de lixo nas cidades.

 

Membros do comitê - Ministérios do Meio Ambiente, do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, Educação, Saúde, Trabalho e Emprego, Ciência e Tecnologia, Cidades, Desenvolvimento Indústria e Comércio, Previdência Social, Turismo, Orçamento e Gestão, Minas e Energia, Fazenda, Secretaria Geral da Presidência, Secretaria de Direitos Humanos, Funasa, Ipea, BNDES, CEF, Banco do Brasil SA, Fundação Banco do Brasil, Fundação Parque Tecnológico Itaipu, Petrobras, Eletrobras, Movimento Nacional de Catadores de Materiais Recicláveis.

 

Fonte: Ministério do Meio Ambiente - 15/02/2011 - www.mma.gov.br

terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

NOTICIAS MDL SUSTENTÁVEL

ONU quer mais agilidade na emissão de créditos no MDL

 

Mais registros de carbono devem reabrir nesta semana

 

Projeto de REDD no Quênia adquire créditos voluntários

 

Seca na China pode provocar crise alimentar global

 

Redução no desmatamento indica que REDD pode ter êxito

 

Empresa de óleo de palma assina acordo para preservar floresta tropica

 

 

ARTIGOS, TRABALHOS TECNICOS E PUBLICAÇÕES:

Cartilha sobre Mudanças Climáticas responde às principais questões sobre o tema e dá destaque ao mecanismo de

Publicação do Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia chega à quinta edição já disponível para download em www.ipam.org.br

Já está disponível para download no site do Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (IPAM) a nova edição da cartilha Perguntas e Respostas sobre Aquecimento Global. A publicação atualiza informações sobre o tema das mudanças climáticas e apresenta todo o histórico de negociações até a COP16, realizada no final de 2010 no México. A quinta edição da cartilha produzida pelos pesquisadores do IPAM traz como novidade as definições atualizadas sobre o mecanismo de Redução de Emissões pelo Desmatamento e Degradação (REDD) que começa a ser implementado pelos países signatários da Convenção do Clima da ONU.

EXPERIMENTO OBTÉM BIODIESEL A PARTIR DA BORRA DE CAFÉ

D1bcf8da1785fc99bef63080dd254798Uma pesquisa do Programa Interunidades de Pós-Graduação em Energia da USP demonstra que o óleo essencial extraído da borra de café é uma matéria-prima viável para a produção de biodiesel. A elaboração do combustível a partir do resíduo foi testada pela professora de química Denise Moreira dos Santos em escala laboratorial. O estudo recomenda a produção do biodiesel em pequenas comunidades, para o abastecimento de tratores e máquinas agrícolas.

A partir de um quilo de borra de café é possível extrair até 100 mililitros de óleo, o que geraria cerca de 12 mililitros de biodiesel. No Brasil são consumidas aproximadamente 18 milhões de sacas de 60 quilos de café, num total de 1,08 milhões de toneladas, o que significa uma quantidade considerável de resíduos.

“No Brasil, há um grande consumo de café, calculado em 2 a 3 xícaras diárias por habitante, por isso a produção de resíduo é intensa em bares, restaurantes, casas comerciais e residências”, conta a professora. “O óleo essencial, responsável pelo aroma do café, já é utilizado em química fina, mas sua extração diretamente de grãos de alta qualidade é muito cara”. A borra do café também contém óleos essenciais, que podem contaminar o solo quando o resíduo é descartado no meio ambiente.

O processo de obtenção do biodiesel é o mesmo adotado com outras matérias-primas. “O óleo essencial é extraído da borra de café por meio da utilização de etanol como solvente”, conta Denise. “Após a extração, o óleo é posto em contato com um catalisador alcalino, que realiza uma reação de tranesterificação com a qual se obtém o biodiesel”. As características dos ácidos graxos do óleo essencial do café são semelhantes aos da soja, embora estejam presentes em menor quantidade.

ENERGIA

“Todo o experimento para obtenção de biodiesel foi realizado em escala laboratorial”, explica Denise, que é professora do curso técnico de Química do Centro Estadual de Educação Tecnológica Paula Souza (CEETPS), em São Paulo. “O objetivo da pesquisa é mostrar aos alunos que é possível aproveitar um resíduo que é descartado no ambiente para a produção de energia”.

Segundo a professora, a implantação do processo de produção do biocombustível em escala industrial dependeria de um trabalho de conscientização da população para não jogar fora a borra de café, que seria recolhida para extração do óleo. “Sua utilização é indicada para pequenas comunidades agrícolas, que produziriam seu próprio biodiesel para movimentar máquinas”, sugere.

Denise lembra que em algumas fazendas de café, a borra é armazenada no referigerador para ser usada como fertilizante. “Entretanto, seu uso frequente pode fazer com que os óleos essenciais contaminem o solo”, alerta. “O aproveitamento desse resíduo para gerar energia pode não ser uma solução mundial, mas está ao alcance de pequenas localidades”.

A pesquisa teve a orientação da professora Patricia Helena Lara dos Santos Matai, do Departamento de Engenharia Química da Escola Politécnica (Poli) da USP. O estudo faz parte da dissertação de Mestrado de Denise, apresentada no Programa Interunidades de Pós-Graduação em Energia da USP, que reúne o Instituto de Eletrotécnica e Energia (IEE), o Instituto de Física (IF), a Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade (FEA) e a Poli.

Fonte: Redação TN / Júlio Bernardes, Agência USP - http://www.tnsustentavel.com.br/noticia/4455/experimento-obtem-biodiesel-a-partir-da-borra-de-cafe -

 

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

ABNT LIBERA PARA VOTAÇÃO PROJETO DE NORMA SOBRE O MERCADO VOLUNTÁRIO DE CARBONO

A Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) colocou à disposição da sociedade, para votação, o Projeto de Norma 146:000.00-001 - Mercado voluntário de carbono - Princípios, requisitos e orientações para comercialização de reduções verificadas de emissões.

O documento, elaborado pela Comissão de Estudo Especial de Mercado Voluntário de Carbono (ABNT/CEE-146), foi adicionado à Consulta Nacional na segunda-feira (07/02) e poderá ser apreciado até o dia 07 de abril no site www.abnt.org.br/consultanacional.

O Projeto de Norma especifica princípios, requisitos e orientações para comercialização de Reduções Verificadas de Emissões (RVE) no mercado voluntário de carbono brasileiro. Inclui requisitos para elegibilidade das reduções de emissões, transparência de informações e registro de projetos de RVE.

O mercado voluntário de carbono não se submete a acordos internacionais, como o Protocolo de Kyoto, e há no mundo diversos procedimentos para a comercialização dos papéis referentes às RVE, que em 2009 movimentaram mais de US$ 700 milhões.

A Comissão de Estudo Especial, constituída em abril de 2010, justifica que no Brasil as possibilidades de desenvolvimento do mercado aumentam com as metas voluntárias anunciadas pelo governo federal na Política Nacional de Mudanças Climáticas e por estados que desenvolveram leis específicas, caso de São Paulo e Amazonas. Alega que para o sucesso do mercado voluntário no Brasil, é necessário que alguns parâmetros básicos para o desenvolvimento dos mercados de carbono globais sejam atendidos, de forma a garantir aos participantes um ambiente de negócios idôneo e que atenda às suas principais necessidades.

Fonte: http://www.revistafator.com.br/ver_noticia.php?not=145606 - 08/02/2011 - 08:02

 

sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

BIODIESEL SERÁ USADO NO CARNAVAL CARIOCA SEXTA

http://www.acritica.net/adm/arquivos/5e4a9fe51548d71f346a8b68d979b665.jpg

Carros alegóricos serão movidos a biodiesel

O biodiesel será utilizado como combustível no carnaval do Rio de Janeiro. Todos os carros alegóricos da Mocidade Independente de Padre Miguel serão movidos com o biocombustível. A escola de samba, que escolheu como tema para o desfile deste ano a agricultura „Ÿ "Parábola dos Divinos Semeadores" „Ÿ, utilizará cerca de 800 litros do óleo, produzido a partir de resíduos vegetais e animais.

"Ações como essa são de grande importância para a divulgação e esclarecimento da capacidade da agricultura brasileira e dos benefícios do uso de biodiesel", destaca o secretário de Produção e Agroenergia do Ministério da Agricultura, Manoel Bertone. O biodiesel é um combustível renovável que pode ser produzido a partir de inúmeras matérias-primas, não agride o meio ambiente, além de gerar emprego e renda ao agricultor.

 

A iniciativa para utilizar o biocombustível no carnaval carioca é resultado de acordo entre a agremiação e as empresas produtoras do óleo, organizadas por meio da União Brasileira de Biodiesel (Ubrabio). Também participam da ação o Instituto Nacional da Tecnologia, a Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro e a Federação das Empresas de Transportes de Passageiros do Estado do Rio de Janeiro (Fetranspor).

 

Nos próximos dias, os motores já instalados nas alegorias da Mocidade serão vistoriados e passarão por testes. A escola também fez parceria com a Secretaria de Estado do Meio Ambiente. Postos de coleta serão montados no barracão da escola para recolher o óleo usado na cozinha que será encaminhado ao programa de reciclagem da secretaria.

 

Mistura - Em 2008, a mistura de biodiesel puro (B100) ao óleo diesel passou a ser obrigatória, conforme estabelecido pelo Programa Nacional de Produção e Uso de Biodiesel (PNPB). Entre janeiro e junho de 2008, a mistura foi de 2% (B2) e entre julho de 2008 e junho de 2009 chegou a 3% (B3). A partir de julho de 2009, passou a ser adicionado na proporção de 4% (B4).

 

Em 2010, o governo federal decidiu adiantar a meta da mistura de 5% (B5) de biodiesel ao diesel, prevista apenas para 2013. Segundo o secretário, a antecipação gerou forte demanda no mercado interno. A Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) informou que, em 2010, o Brasil produziu cerca de 2,3 bilhões de litros de biodiesel, 43% acima do registrado no ano anterior. Para o secretário, o incremento da produção do óleo é reflexo da necessidade gerada pela mistura obrigatória de 5%.

 

Governo - "O mercado de combustíveis renováveis no Brasil está consolidado com os esforços do Programa Nacional de Produção e Uso de Biodiesel (PNPB), coordenado pela Casa Civil da Presidência da República, em parceria com o setor produtivo", ressalta Bertone. Lançado em 2004, o programa foi centrado na sustentabilidade da produção e na inclusão social.

 

Bertone destaca também que o Ministério da Agricultura desenvolve ações para garantir a oferta de matérias-primas para a produção do biocombustível. São atividades como o financiamento, o cultivo de plantas e os processos específicos de fortalecimento de cadeias produtivas. A palma de óleo (também conhecida como dendê) é um exemplo dessa política com o Programa de Produção Sustentável da Palma de Óleo, instituído no ano passado.

 

Outra importante ação do Ministério da Agricultura é o investimento em pesquisa, desenvolvimento e inovação em todas as etapas da produção. O objetivo é obter plantas com maior acúmulo energético e mais eficientes. A Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), unidade Agroenergia, desenvolve estudos com pinhão manso e outros tipos de oleaginosa

 

Fonte: http://www.acritica.net/index.php?conteudo=Noticias&id=32267 – 11/02/2011

METAS PARA RECICLAGEM E FIM DE LIXÕES SAEM ATÉ JUNHO

O governo federal tem até junho para detalhar as propostas do Plano Nacional de Resíduos Sólidos, que incluem metas de redução, reutilização, reciclagem de resíduos, aproveitamento energético e extinção de depósitos de lixo a céu aberto. O plano será elaborado por um grupo de técnicos e dirigentes de 12 ministérios, sob a coordenação do Ministério do Meio Ambiente (MMA).

 

A nomeação do grupo interministerial sairá até fevereiro, mesma época da instalação do comitê orientador para a implantação dos sistemas de logística reversa - formado pelos ministros do Meio Ambiente, da Saúde, Fazenda, do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior e da Agricultura. O funcionamento do grupo e do comitê são fundamentais para a implantação da Política Nacional de Resíduos Sólidos estabelecida em lei no ano passado. De acordo com a Lei 12.305/2010, além do governo federal, estados e municípios deverão elaborar seus planos para reaproveitamento, tratamento e eliminação de lixo orgânico e inorgânico. O prazo é até agosto de 2012.

 

As unidades da Federação que não tiverem essas políticas definidas até a data não poderão utilizar recursos da segunda edição do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC 2) para o tratamento de resíduos. O programa terá cerca de R$ 1,5 bilhão, alocados pelos ministérios do Meio Ambiente e das Cidades. Além da exigência de políticas locais, a lei determina que até agosto de 2014 nenhum resíduo sólido seja mandado para aterros sanitários, apenas o material orgânico para compostagem (utilizável como adubo) ou para geração de energia (gás). Até essa data, não poderão funcionar mais os depósitos de lixo a céu aberto, os famigerados lixões.

 

Segundo Sérgio Gonçalves, diretor de Ambiente Urbano do MMA, o fim dos lixões depende da implantação completa da coleta seletiva em todos os 5.565 municípios brasileiros. Hoje, somente 900 municípios (menos de um quinto) têm alguma experiência de coleta seletiva. De acordo com André Vilhena, diretor-executivo do Compromisso Empresarial para Reciclagem (Cempre), menos de 10% dos municípios brasileiros estão "preparados para dar uma resposta imediata à lei".

Para criar aterros sanitários, as cidades poderão fazer consórcios. Conforme Sérgio Gonçalves, a medida racionaliza o esforço dos municípios. No estado de Minas Gerais, por exemplo, que tem 890 municípios, será preciso que essas cidades se reúnam e criem cerca de 100 aterros para atender à lei. Para André Vilhena, um dos aspectos mais importantes da legislação de resíduos sólidos é fazer os municípios mobilizarem os catadores de rua e, assim, cuidar do ambiente e gerar renda para os trabalhadores.

Segundo Vilhena, há cerca de 1 milhão de catadores no Brasil, sendo que de 25 mil a 30 mil trabalham em condições degradantes. Os indicadores mundiais estimam que 60% do lixo produzido nas cidades são de material orgânico e 40% de inorgânico. (Fonte/Agência Brasil)

 

Fonte: http://oglobo.globo.com/blogs/ecoverde/posts/2011/01/07/metas-para-reciclagem-fim-de-lixoes-saem-ate-junho-355154.asp

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quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

Mais registros de carbono devem reabrir nesta semana

http://www.envolverde.com.br/fotos_novas/86656.jpgA União Europeia permitirá a reabertura de mais registros nacionais de carbono nesta semana, e procura maneiras para impedir crimes contra o sistema após hackers terem prejudicado o mercado transferindo ilegalmente cerca de €29 milhões da Áustria, República Tcheca e Grécia, disse Connie Hedegaard, membro da Comissão Europeia.

De acordo com Jos Delbeke, diretor geral de clima da Comissão, o crime organizado pode ser responsável pelos roubos, e as autoridades nacionais estão trabalhando com a Europol para pegar os criminosos.

A Comissão Europeia permitiu a retomada das atividades de cinco dos 30 registros no dia quatro de fevereiro, depois de demonstrarem que seus sistemas eram seguros. Os outros registros estão parados desde 19 de janeiro.

 A Associação Internacional para o Comércio de Emissões (IETA, em inglês) solicitou que todos os registros estejam operando plenamente no máximo até a metade de abril. Segundo o IETA, a demora pode colocar em risco a liquidez do sistema.

Para Hans-Bernd Menzel, dirigente do escritório executivo da empresa de commodities European Energy Exchange AG (EEX), os roubos de permissões e fraudes ocorridos estão minando a confianças dos investidores e podem limitar as transações do mercado imediato por mais de três meses.

As transações imediatas de várias empresas ainda estão paradas, mesmo com os registros da Alemanha, Holanda, Reino Unido, França e Eslováquia já em funcionamento. Na última terça-feira, por exemplo, o volume na bolsa de Paris diminuiu para dez mil toneladas, em comparação com a média de 134 mil toneladas nos 20 primeiros dias antes da suspensão.

Já o mercado de carbono futuro não foi alterado pela crise, e as permissões para dezembro cresceram 0,2% e atingiram €14,74 nas transações da ICE Futures Europe – maior operadora de emissões da UE –, o que significa um aumento de 3,5% em relação ao início do ano. De acordo com a empresa Bloomberg New Energy Finance, até o ano passado, o mercado era avaliado em €80 bilhões.

Antes dos ataques ocorridos no último mês, alguns estados membros alegaram que haviam sofrido outros tipos de fraudes. A Itália afirmou que ainda pretende recuperar as 267.991 permissões de emissão que foram transferidas em 24 de novembro sem autorização para contas em Liechtenstein e no Reino Unido. Em outro caso, cerca de um milhão de permissões de emissão ainda estão desaparecidas da conta do escritório romeno da empresa Holcim Ltda..

O ressarcimento das permissões transferidas ilegalmente é uma questão que compete às leis de cada país e às autoridades locais. Hedegaard assegurou que a Comissão está "ciente de que este é um dos problemas" para os participantes do mercado, e que já busca saídas para que essa questão possa ser adaptada aos 27 sistemas legislativos dos estados membros.

Fonte: Carbono Brasil - Por Jéssica Lipisnki