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quarta-feira, 31 de março de 2010

Embrapa estuda palhada da cana-de-açúcar

Com recursos da Petrobras, a Embrapa iniciou as ações do projeto em rede “Manejo Sustentável da Palhada da Cana-de-açúcar para Otimização da Produção de Energia”. O objetivo é determinar a quantidade de palhada a ser mantida no campo para a garantia da sustentabilidade do sistema de produção da cana-de-açúcar em diferentes regiões produtoras do país. A palhada retirada deverá ser aproveitada para a produção de bioetanol.

Liderado pelo pesquisador Antônio Santiago, que coordena a Unidade de Execução de Pesquisas (UEP) em Rio Largo-AL da Embrapa Tabuleiros Costeiros (Aracaju-SE), o projeto tem recursos iniciais da ordem de R$ 1,7 milhão, e tem prazo de execução de três anos.

Integram o projeto as Unidades da Embrapa Meio Ambiente (Jaguariúna-SP), Meio Norte (Teresina-PI), Semiárido (Petrolina-PE), Cerrados (Planaltina-DF) e UEP Solos (Recife-PE), além da Embrapa Tabuleiros Costeiros (Aracaju-SE), Unidade da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária – Embrapa, vinculada ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento. Participam ainda as Universidades Estadual de Londrina (UEL) e Federal de Uberlândia (UFU) e o Instituto Agronômico de Campinas (IAC), vinculado à Agência Paulista de Tecnologia dos Agronegócios (Apta).

Os detalhes da metodologia de trabalho e pesquisa foram discutidos neste mês de março, entre pesquisadores da Embrapa Tabuleiros Costeiros e a cientista do IAC, Raffaella Rossetto. As pesquisas em campo serão realizadas com o apoio dos produtores em usinas do Piauí, Pernambuco, Alagoas, Goiás, Paraná, São Paulo e Minas Gerais. “As equipes responsáveis pela coordenação dos estudos em cada região produtora deverão ajustar as variáveis para a realidade local, mas estamos definindo o padrão básico”, revelou Santiago.

Até o final de 2012, os pesquisadores vão avaliar uma série de características e variáveis, como a dinâmica de produção e de decomposição da palhada, sua influência na fertilidade e outras propriedades do solo, na dinâmica de insetos pragas, nematóides, doenças, plantas daninhas e na fauna do solo. Serão analisados, também, o desenvolvimento e a produtividade da cana-de-açúcar em sistemas de produção com diferentes proporções de palhada.

As variáveis estudadas terão seu potencial avaliado enquanto indicadores de sustentabilidade dos sistemas de produção da cana-de-açúcar, com ênfase na produção de energia a partir da palhada.

A gestão do projeto é conduzida pelo líder geral, e os líderes de cada projeto componente nos Estados serão responsáveis pela execução dos planos de ação. O monitoramento e controle das atividades e resultados são feitos por um colegiado com membros da Embrapa e Petrobras, que avalia os relatórios semestrais e realiza reuniões anuais.

fonte:Da Embrapa

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Com petróleo 'secando', México quer reformar Pemex

As labaredas que se projetam acima das plataformas que pontilham o horizonte por toda a extensão do campo de petróleo Cantarell, do México, revelam os problemas que assolam a Pemex, a estatal de petróleo do país.

As chamas, produto da queima de gás indesejado, são um sinal visível de que o Cantarell, que já foi o terceiro maior campo petrolífero do mundo, está envelhecendo e que sua produção de petróleo está diminuindo.

A gravidade do declínio do Cantarell, que começou a acelerar dramaticamente em 2007, pegou a Pemex desprevenida. Nos dois últimos anos, a companhia correu para recuperar o terreno perdido, instalando compressoras e turbinas, mais do que triplicando sua capacidade de injetar o gás dois quilômetros abaixo da superfície do Golfo do México. A Pemex diz que está mantendo Cantarell sob controle, observando que a queda se estabilizou em 12% ao ano - número que muitos analistas consideram difícil de acreditar.

A produção do Cantarell atingiu o auge há sete anos, em 2,2 milhões de barris ao dia. Hoje o campo luta para produzir um quarto deste volume.

Estancar a queda de produção no Cantarell não bastará para revitalizar a Pemex; ela precisará encontrar novas fontes de petróleo. Se não conseguir, o governo do México poderá ter de reduzir dramaticamente o seu orçamento. A receita da Pemex - que depende em grande parte de Cantarell - responde por 40% da renda do governo. Expandir a base tributária do país seria difícil e politicamente impopular.

Percebendo os apuros da Pemex, em 2008 o Congresso aprovou reformas para conferir à Pemex a capacidade de poder potencialmente recompensar uma prestadora de serviços por cada barril de petróleo que produzir assim que os entraves jurídicos forem removidos, e concede à companhia um pouco mais de liberdade da interferência política.

Muitos analistas e executivos do setor dizem, porém, que essas reformas não bastam para motivar as companhias internacionais de petróleo a ajudar a Pemex encontrar e produzir mais petróleo.

David Shields, analista independente do setor de energia sediado na Cidade do México, disse: "O maior desafio que a Pemex enfrenta está em encontrar e comprovar mais reservas que possam garantir a produção pelos próximos de 20 a 30 anos".

Ele acrescenta: "A Pemex também tem o problema de que a lei mexicana não permite joint ventures. Ela não permite o tipo de trabalho que precisa ser feito e o tipo de acordos e incentivos que a produção em águas profundas exige. As reformas recentes definitivamente não avançaram o bastante".

O governo crê que têm reformas suficientes para mudar a situação, mas depende da Justiça.

A Suprema Corte do país está atualmente julgando a constitucionalidade da proposta da Pemex de adotar contratos que premiam a maior produção. Essa é uma das maiores apostas do governo para atrair companhias estrangeiras. "Eu não tenho dúvidas de que as novas regulamentações da Pemex serão ratificadas pela Suprema Corte", disse a ministra de Energia do México, Georgina Kessel. (Com agências internacionais

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"Com petróleo 'secando', México quer reformar Pemex"
- Com petróleo 'secando', México quer reformar Pemex (ver no Google Sidewiki)

terça-feira, 30 de março de 2010

GEEs ganham padronização internacional para cálculo

As emissões de gases de efeito estufa ganharam nesta terça-feira um método comum para calcular a quantidade de gás carbônico lançada no ar. O Padrão Internacional para Determinar as Emissões de Gases de Efeito Estufa vai calcular as emissões de cada cidade.

O lançamento da padronização aconteceu durante o 5º Fórum Urbano Mundial, realizado no Rio de Janeiro, e resulta de um trabalho conjunto entre a Organização das Nações Unidas (ONU) e o Banco Mundial.

A intenção do novo métido é a de proporcionar a comparação entre as cidades. Um dos problemas para medir a poluição era justamente a falta de uma padronização.
“É uma linguagem comum, que serve para todas as cidades, que poderão comparar suas próprias emissões a cada ano”, explicou o técnico do Banco Mundial, Daniel Hoornweg, que liderou o estudo.

Segundo Hoornweg, o novo método demonstrou que as cidades brasileiras emitem muito pouco, em relação ao resto do mundo. “Isso se deve à matriz hidrelétrica, ao etanol e também porque o sistema de transporte nas cidades brasileiras é bem melhor do que em outras partes”, disse ele.

Com o novo método é possível saber, por exemplo, que os moradores da cidade do Rio emitem mais gás carbônico do que os paulistanos.

Segundo os dados, cada carioca emite 2,1 toneladas de gás carbônico por ano, bem mais que os paulistanos, que emitem 1,4 tonelada do gás no mesmo período.

De acordo com o Banco Mundial, entre os motivos que colocam o Rio à frente de São Paulo na poluição está a maior quantidade de habitantes em São Paulo, o que “dilui” a poluição entre mais gente, já que o índice é per capita. Outro fator que favorece São Paulo em relação ao Rio é a maior malha do metrô, que transporta seis vezes mais passageiros do que sistema carioca.

Leia o texto na integra, clique aqui.
FONTE: Notícias em Foco - 23/03/10:

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terça-feira, 23 de março de 2010

Bactérias descontaminam água e solo

Pesquisa feita na Esalq-USP seleciona organismos capazes de remediar solos e lençóis d’água contaminados com tetracloroetileno, solvente altamente tóxico e potencialmente carcinógeno

Por ser um solvente potente e não inflamável, o tetracloroetileno (PCE) começou a ser largamente utilizado em meados do século 20 em serviços de lavagem a seco, indústrias metalúrgicas, instalações militares e até em residências.

Com o tempo, entretanto, percebeu-se que o PCE havia se tornado um dos contaminantes ambientais mais frequentes, sendo encontrado em solos e em lençóis d’água e constituindo uma ameaça à saúde e ao meio ambiente.

O produto é altamente tóxico, potencialmente carcinógeno e se acumula no tecido de organismos vivos, podendo afetar o aparelho reprodutor humano. O PCE é enquadrado na família dos produtos orgânicos persistentes, devido à sua resistência à degradação.

Um estudo feito na Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz da Universidade de São Paulo (Esalq-USP), em Piracicaba, e apoiado pela FAPESP por meio da modalidade Auxílio à Pesquisa – Regular, mostrou a possibilidade de utilização de consórcios bacterianos para degradar o PCE.

Iniciado em 2006, o trabalho de pesquisa “Desenvolvimento de uma técnica de bioestímulo para a remediação de solo e água subterrânea contaminada com tetracloroetileno”, coordenado pelo professor Marcio Rodrigues Lambais, do Departamento de Ciência do Solo da Esalq, conseguiu alto índice de degradação do PCE (98%) em um tempo considerado bastante curto (cerca de 12 horas).

“Os resultados publicados na literatura especializada reportam taxas de degradação em torno de 80% de degradação do PCE após um período entre 15 e 20 dias”, comparou Lambais.

Um dos segredos da rapidez da descontaminação obtida pela equipe da USP está no processo utilizado, que emprega bactérias que se desenvolvem com a presença de ar. Apesar de pouco utilizado no Brasil, o método de descontaminação por bactérias aeróbias apresenta outra vantagem: a praticidade.

“Geralmente, os organismos anaeróbios [que vivem na ausência de oxigênio] são sensíveis ao ar, o que dificulta o seu manuseio e a aplicação em campo”, explicou o professor. Para desenvolver a pesquisa, o grupo localizou uma área contaminada na capital paulista, de onde retirou amostras de água para serem testadas em laboratório.

Com a água, o grupo levou também amostras de sedimento, das quais isolou as bactérias locais. Esses organismos passaram por triagem para selecionar aqueles com potencial de degradação do PCE. Os pesquisadores utilizaram espécies de Microbacterium, Stenotrophomonas, Exiguobacterium, Bacillus, Acinetobacter, Pseudomonas e Cupriavidus, dentre outras bactérias.

A utilização de microrganismos locais é importante, de acordo com Lambais, uma vez que eles já estariam adaptados ao ambiente contaminado. “Introduzir novas bactérias em um ambiente contaminado e mantê-las ativas não é uma tarefa trivial, pois as bactérias introduzidas normalmente apresentam baixa capacidade de colonização do novo ambiente e, na maioria das vezes, acabam morrendo”, afirmou.

Para contornar o problema da baixa densidade populacional de bactérias capazes de degradar o PCE, a solução foi enriquecer as comunidades microbianas locais em laboratório utilizando um reator horizontal de leito fixo (RHLF).

Bactérias locais

Os consórcios bacterianos selecionados se mostraram extremamente eficientes na degradação do produto e ainda geraram subprodutos menos nocivos durante o processo, em relação ao processo anaeróbio descrito na literatura.

“Os processos convencionais de degradação do PCE geraram cloreto de vinila, que é altamente tóxico e se dispersa facilmente na água subterrânea. Em nosso processo, em vez de cloreto de vinila foi produzido clorofórmio, que, apesar de tóxico, é facilmente biodegradado”, explicou Lambais.

A técnica de remediação utilizada pela equipe da Esalq pode ser aplica

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segunda-feira, 22 de março de 2010

Anunciado primeiro projeto de MDL florestal de grande escala na África

Uma nova iniciativa que pretende trazer benefícios ambientais e financeiros para comunidades na Etiópia foi anunciada nesta quinta-feira (4) em paralelo ao Fórum de Carbono Africano.

O Projeto de Regeneração Natural Assistida Humbo é o primeiro de grande escala africano a ser registrado sob o Mecanismo de Desenvolvimento Limpo (MDL) do Protocolo de Quioto e deve absorver cerca de 880 mil toneladas métricas de dióxido de carbono nos próximos 30 anos.

O projeto foi concebido pela agência de desenvolvimento internacional World Vision em parceria com o Banco Mundial.

“Apesar da renda proveniente dos créditos de carbono ser um bônus bem vindo, outros benefícios tangíveis do projeto vem da construção da resiliência contra as mudanças climáticas”, explicou o CEO da World Vision AustráliaTim Costello.

Desde 2007 mais de 2,7 mil hectares de terras degradadas foram restaurados em Humbo, no sudoeste da Etiópia, gerando 338 mil toneladas em créditos de carbono até 2017 dos quais 165 mil serão comprados pelo BioCarbon Fund do Banco Mundial. Este fundo compra reduções de emissão de projetos florestais dentro e fora do contexto do MDL, como os créditos gerados pelo mecanismo de REDD.

A venda dos créditos sob o BioCarbon Fund fornecerá um fonte de renda de mais de US$ 700 mil para as comunidades locais ao longo de no mínimo dez anos, além da possibilidade de venda do restante dos créditos.

Atualmente a África abriga cerca de 2% de todos os projetos registrados sob o MDL. Grande parte das 80 milhões de pessoas na Etiópia dependem da agricultura para sobreviver, o equivalente a 50% do PIB e 80% do postos de trabalho.

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IPI zero para descartes industriais usados por empresas recicladoras

Resíduos recicláveis vendidos pelas indústrias a empresas que reciclam poderão ficar isentos de Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI). O propósito do projeto, que consta da agenda da reunião desta terça-feira (23) da Comissão de Meio Ambiente, Defesa do Consumidor e Fiscalização e Controle (CMA), é incentivar o aproveitamento de rejeitos industriais, melhorar as condições ambientais e gerar empregos.

De autoria da senadora Serys Slhessarenko (PT-MT), o projeto (PLS 510/09) considera resíduo reciclável o material resultante de bens de consumo industrializados descartados ou inservíveis, passível de reaproveitamento em novo ciclo de produção industrial e consumo. E define como empresa recicladora aquela cuja principal fonte de receitas seja a reciclagem de resíduos.

A renúncia fiscal prevista na matéria beneficiará empresas recicladoras nas quais a aquisição de resíduos recicláveis (bens rejeitados e sem serventia) represente pelo menos 70% do custo de matérias-primas usadas no novo processo produtivo.

Em defesa do projeto, Serys argumenta que o descarte inadequado de resíduos representa, em todo o mundo, séria ameaça ao meio ambiente, sendo fonte de graves impactos sobre a saúde das populações. Ela lembra que a dimensão do problema é de tal ordem que muitos países concedem compensação financeira àqueles que se dispõem a receber esses resíduos.

Na justificação do projeto, a senadora também alega que um efeito adicional da reciclagem é de caráter social: a geração de oportunidades de ocupação e de emprego para grande número de cidadãos que se encontram alijados do mercado formal de trabalho.

Favorável à aprovação do projeto, o relator, senador Renato Casagrande (PSB-ES), diz que a reciclagem possibilita menor intensidade na exploração de recursos naturais, pois viabiliza menor consumo de matérias-primas e de energia por unidade de produto, o que assegura maior eficiência na utilização desses recursos. Ao mesmo tempo, entende ele, a reciclagem reduz o volume de resíduos para descarte final e diminui a poluição.

A proposição estabelece que o Poder Executivo estimará a renúncia de receita decorrente dessa mudança e a incluirá no projeto de lei orçamentária que for apresentado depois que a norma estiver em vigor. Após exame na CMA, o projeto segue para exame da Comissão de Assuntos Econômicos (CAE), onde será deliberado em decisão terminativa.

Fonte: Agência Senado
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O primeiro leilão de crédito de carbono voluntário da América Latina

O primeiro leilão de crédito de carbono voluntário da América Latina a ser realizado pela BM&FBovespa no dia 8 de abril, poderá movimentar cerca de 2 milhões de reais no mínimo se os três lotes ofertados forem arrematados pelos preços mínimos.

"A perspectiva em um leilão como esse é de um máximo de 20 por cento (de ágio)", afirmou Divaldo Rezende, diretor-executivo da CantorCO2 Brasil, divisão brasileira da companhia líder global em serviços financeiros relacionados ao meio ambiente, incluindo mercados de emissões.

Mas se o valor a ser movimentado pela operação com foco no mercado voluntário, mesmo com o ágio esperado, ainda é pequeno perto do mercado regulado de carbono do Brasil, de 460 milhões de dólares ao ano, o pioneirismo do leilão mostra que o país pode se firmar como uma plataforma de vendas de certificados de redução de emissões na América Latina, segundo especialistas.

Isso é algo a ser considerado, em um mercado global estimado em 3 trilhões de dólares para 2020 --atualmente, o Brasil é o terceiro país com mais projetos no setor, atrás de China e Índia, segundo o executivo da CantorCO2.

Entretanto, o mercado regulado, que predomina no país e colocaria os créditos de carbono do Brasil como o 17o produto da pauta de exportação brasileira, é sujeito a trâmites que restringem o número de participantes no negócio.

O mercado voluntário, por outro lado, como o próprio nome diz, independe de metas estabelecidas por países ou pela ONU, que define normas mais rígidas para o mercado regulado.

Este é um dos trunfos do crédito de carbono voluntário, que por ser ofertado por pequenas e médias empresas, com custos mais baixos que o regulado e mais rápido (dez meses contra dois anos do crédito regulado), pode dar força extra aos negócios no Brasil em um momento que mais e mais empresas buscam a sustentabilidade de suas operações.

"O voluntário viabiliza projetos não-elegíveis ao MDL (Mecanismo de Desenvolvimento Limpo), viabiliza projetos menores", afirmou Stefano Merlin, diretor da Carbono Social Serviços Ambientais, que elaborou os nove projetos cujos créditos voluntários serão leiloados pela BM&FBovespa.

São créditos gerados por indústrias que trocaram a utilização de combustíveis fósseis por biomassa em seu processo produtivo.

No leilão do dia 8 de abril, serão leiloados 180 mil toneladas de créditos de carbono, divididos em três lotes, sendo dois com preço mínimo de 10 reais por tonelada, e um com valor inicial de 12 reais/t. Cada lote, de 60 mil toneladas, só pode ser adquirido por um único comprador.

Se a BM&FBovespa está estreando em leilões de crédito voluntário, já realizou outras duas operações para o mercado regulado, em 2007 e 2008, com créditos gerados por projetos em aterros sanitários da Prefeitura de São Paulo, que renderam ao município 26,8 milhões de euros. Os valores por tonelada do mercado regulado, cuja escala dos projetos é maior, são superiores aos do voluntário.

Embora o crédito voluntário seja negociado paralelamente ao mercado regulado, ele também passa por auditorias independentes.

Os certificados são comprados por empresas ou instituições que pretendem neutralizar as suas emissões, agregando valor ao seu produto ao dizer que ele é ecologicamente correto.

Para o leilão do próximo mês, é esperada a participação de empresas brasileiras. Nos leilões de 2007 e 2008, o banco europeu Fortis Bank e a empresa de energia Mercuria Energy Trading S.A., de Genebra, foram os arrematantes dos créditos.4

referente a: A2G | Carbon Partners (ver no Google Sidewiki)

Estado lança linha de crédito para projetos sustentáveis

Estado lança linha de crédito para projetos sustentáveis

Com taxa de juros de 6% ao ano, a Linha Economia Verde é voltada a empresas que desenvolvam projetos de redução da emissão de gases de efeito estufa

O governador José Serra lançou ontem, 15, no 1º Seminário Economia Verde, em São Paulo, a nova linha de crédito da Agência de Fomento Paulista, a Linha Economia Verde. Criada com base na Política Estadual de Mudanças Climática (PEMC - Lei 13.798), que define uma meta de redução de 20% das emissões de gases de efeito estufa até 2020, a linha oferece uma das menores taxas de juros do mercado, 6% ao ano, corrigido pelo IPC-FIPE, e prazo de até 5 anos para pagamento, com até 1 ano de carência e financiamento de 100% do projeto.

A linha é voltada para as pequenas e médias empresas paulistas para projetos da agroindústria, mudança de combustíveis, saneamento, tratamento e aproveitamento de resíduos, energias renováveis, eficiência energética, transporte, processos industriais, recuperação florestal em áreas urbanas e rurais e manejo de resíduos. "É inovador em São Paulo e no Brasil. Ela está voltada à mudanças climáticas, ou seja, vai financiar todos os procedimentos que lidam com o processo produtivo de economizar gás estufa", disse o governador.

De acordo com o presidente da Agência de Fomento Paulista - Nossa Caixa Desenvolvimento, Milton Luiz de Melo Santos, a Economia Verde é a mais completa linha de crédito voltada a diminuição da emissão de carbono nos processos produtivos do Estado de São Paulo. "A Nossa Caixa Desenvolvimento, seu Conselho de Administração e a Secretaria do Meio Ambiente trabalharam caprichadamente neste projeto", completou José Serra.

Para ter acesso a Linha Economia Verde, os interessados podem acessar o site da Nossa Caixa Desenvolvimento (www.nossacaixadesenvolvimento.com.br) ou entrar em contato com uma das entidades parceiras da Agência de Fomento Paulista.

Um ano de atuação da Agência de Fomento Paulista

O lançamento da Linha Economia Verde marca também o primeiro ano de atuação da Agência de Fomento Paulista como uma ferramenta para o desenvolvimento das empresas de pequeno e médio porte do estado, por meio de linhas de financiamento para investimentos com juros abaixo do mercado.

Com apenas 12 meses de existência, a Agência de Fomento Paulista já desponta como uma das mais fortes ferramentas do Governo do Estado para o incentivo à expansão de investimentos. Mais de 155 empresas já contrataram as linhas de financiamento da Agência de Fomento Paulista, que tem o valor de mais de R$ 170 milhões em créditos aprovados. Já foram desembolsados R$ 47 milhões, em recursos próprios, para pequenas e médias empresas paulistas de diversos setores - em especial ao setor de fabricação de máquinas. A agência também é repassadora do BNDES.

A Agência de Fomento Paulista atua de maneira diferente de um banco comercial. Uma das vantagens para o empresário é que não há exigências de abertura de conta, nem há obrigatoriedade de contrapartidas. O empresário também não precisa se dirigir a um banco, e sim encaminhar a sua documentação via entidade de classe, para obter o limite de crédito. O modelo de negócio é mais rápido e focado na necessidade do cliente. Mais informações no site www.nossacaixadesenvolvimento.com.br.

Seminário Economia Verde

Realizado em parceria com a Secretaria do Meio Ambiente, o Seminário Economia Verde tem como objetivo levar a reflexão para empresários, executivos, formadores de políticas públicas, estudiosos e sociedade sobre o atual modelo de produção e as transformações necessárias para o desenvolvimento de uma Economia Verde, de baixa emissão de gases de efeito estufa, no Estado de São Paulo.

No evento, especialistas no assunto tratam de diversos temas do desenvolvimento sustentável, como o ecossocioeconomista Ignacy Sachs; José Goldemberg, professor do Instituto de Eletroeletrônica da USP e Fabio Feldmann, secretário executivo do Fó

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domingo, 21 de março de 2010

sexta-feira, 19 de março de 2010

A hora e a vez dos asiáticos

Por Leonado Boff*

Se considerarmos os desdobramentos da crise econômico-financeira atual constatamos uma preocupante inércia. Os EUA conseguiram dobrar os europeus na decisão de manter o mercado como eixo central da economia com a promessa de controles e regulações que ainda não foram tomadas. Barac Obama se inclinou na direção de Wall Street e com dinheiros dos contribuintes salvou e apoiou bancos que foram os principais vilões da crise. Mais e mais se mostra um presidente que obedece à lógica de um império em franca decadência, cujo única força que realmente conta é sua capacidade de matar todo mundo e de destruir a vida do planeta. Essa é a verdade que ninguém gosta de dizer e de ouvir.

A ajuda que os G-20 em abril de 2009 prometeram em Londres aos países vulneráveis, um trilhão e cem bilhões de dólares, somente 5% foram realmente concedidos. Esta ajuda é 360 vezes menor que os 18 trilhões de dólares destinados para salvar as falidas instituições financeiras dos países ricos. A especulação financeira corre solta como antes da crise. Não sem razão, os dois proeminentes prêmios Nobeis de economia, Joseph Stiglitz e Paul Krugman, prevêem para breve uma nova crise mais grave que a anterior. Vivemos gaiamente como nos tempos de Noé, comendo, bebendo e nos divertindo.

Mesmo assim a atual crise produziu ou reforçou três fenômenos que merecem ser notados.

O primeiro é uma desglobalização que se dá aravés de uma regionalização da economia: a criação de grupos regionais, como Mercosul, Alba, Nafta, BRIC, ASEAN(10 paises entre os quais, Birmania, Indonesia, Singapura etc), OCDE, Comunidade Européia, OSC (Organização de Shangai com China, Rússia, Kazaquistão etc) e outros. As políticas são coordenadas para evitar crises e com bancos regionais fortes, dispensando o FMI.

O segundo é o deslocamento do centro de gravidade do Atlântico Norte para o Pacífico e a Asia. Aqui estão 44% de todas as reservas mundiais. O PIB da China é da ordem de 7,8 trilhões de dólares e é ela que sustenta o consumo dos EUA; do Japão é de 4,5 trilhões; da Coréia do Sul é de 1,3 trilhões; e da Indonésia é de 932,100 bilhões. As reservas destes quatro países soma 7,34 trilhões de dólares. Marx nos deixou esta lição: a economia atrái pós si a política, a cultura e a hegemonia do mundo. Os asiáticos pretenderão moldar o processo mundial com traços asiáticos especialmente chineses. É a vez deles.

Por fim, o surgimento de uma ação mundial coletiva contra a atual situação crítica. Ela nasce de uma profunda decepção e de muita raiva existentes no mundo. Agora já são 60 milhões de desempregados. Dentro de pouco serão mais de cem milhões. Tudo indica que a solução para o aquecimento e para a crise ecológica generalizada não poderá vir da política, perpassada de interesses nacionais e de muita corrupção.

Estão surgindo esboços de Organizações de Salvação da Humanidade e da Vida. Líderes, grupos, movimentos, setores religiosos, associações, articulações mundiais, de forma desesperada, quererão tomar a história em suas mãos. Milhões de refugiados climáticos forçarão os limites políticos de muitas nações em busca de sobrevivência. Haverá manifestacões multitudinárias de descontentes diante dos bancos, dos parlamentos e dos palácios de governo exigindo medidas drásticas para garantir a seguridade alimentar, postos de trabalho, água potável, proteção contra as devastações dos eventos extremos. Quem resistirá às multidões enraivecidas?

A economia do puro crescimento para o consumo, motor da economia capitalista e do PAC do governo Lula, no fundo diz:"às favas com a natureza e que se danem as gerações futuras; nós queremos continuar crescendo e aumentar o PIB pois é isso que nos faz potência". Mas todos gritarão: "Basta, seus geocidas. Queremos uma economia verde que nos faça viver e que seja adequada à nova situação da Terra". Sem essa viragem dificilmente escaparemos da vingança de Gaia.

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quinta-feira, 18 de março de 2010

Óleo de cozinha usado será coletado em todas as feiras

Óleo de cozinha usado será coletado em todas as feiras - 12/03/2010

Todas as feiras livres da Cidade terão agora postos de coleta de óleo de cozinha usado. Lançado como piloto em julho do ano passado, o programa Óleo na Feira reiniciará suas atividades nesta sexta-feira, a partir das 10 horas, na Rua Campos Melo, e contará com a presença e o aval do secretario do Meio Ambiente, Fabio Alexandre Nunes.

A iniciativa é do ambientalista Nelson Rodrigues, em parceria com o Sindicato dos Feirantes de Santos e Região e a empresa gerenciadora de resíduos Marim. Segundo Gonçalves, o objetivo do projeto é conscientizar a população sobre a importância da participação de cada um na defesa do meio ambiente.

"Quando o óleo é jogado em ralos, vasos sanitários e em pias de cozinha, ele se solidifica, podendo causar entupimento dos canos e do sistema de esgoto. Para desentupir, é preciso utilizar produtos químicos. E o destino final de todo esse material é o oceano", explica o ambientalista.

Já quando o material é jogado nos lixões e aterros, o produto contamina o solo, contribuindo para a produção do gás metano.

Posto de coleta

O posto de coleta será montado em uma das extremidades das feiras. Em cada uma delas, haverá duas bombas de 30 litros para que o consumidor possa despejar os dejetos.

Os donos de barracas que vendem pastéis também poderão dar a destinação correta ao óleo usado para fritura dos salgados.

Além disso, uma pessoa estará no local para distribuir panfletos explicativos, orientar e esclarecer as dúvidas da população. "Acredito que as pessoas vão se acostumar a ir a feira e descartar o óleo usado na semana ou no mês, e isso passará a ser um hábito cultural".

Os resíduos coletados serão levados para o depósito da empresa, que encaminhará o produto ao interior do Estado, onde será reciclado. "A ideia, no futuro, é ampliar o projeto para as feiras das demais cidades da região", explica.

A chefe do Departamento de Políticas e Controle Ambiental da Secretaria Municipal de Meio Ambiente de Santos, Lígia Dutra, elogiou o projeto. "Vamos apoiar, prestar assistência e ajudar a divulgar essa iniciativa".

Fonte: A Tribuna - 12/03/2010
www. atribuna.com.br

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segunda-feira, 15 de março de 2010

II Fórum Nacional de Patentes e Medicamentos Genéricos no Brasil

                       

Convite

Com satisfação convidamos para participar do "II Fórum Nacional de Patentes e Medicamentos Genéricos no Brasil:  Patente como Alavanca para Inovação Tecnológica", a acontecer no dia 06 de maio de 2010 (5ª feira), das 9 às 14 horas no Interlegis - Senado Federal.

Patrocínio:

Adesão gratuita.  Confirme sua participação!

Informações e ficha de inscrição
seminarios@acaoresponsavel.org.br
http://www.acaoresponsavel.org.br
Tel.: (61) 3368-6044

A atividade que segue faz parte do PROGRAMA AÇÃO RESPONSÁVEL, assuntos da agenda prioritária do Governo Federal.  Este trabalho é feito com 100 participantes presenciais, videoconferência em tempo real com as Assembléias Legislativas e vídeo streaminig.  Deste Seminário será compilado documento encaminhado a Presidência da República, Casa Civil e Congresso Nacional, no propósito de ser subsidio a Diretrizes de Política Pública ao Setor. Participem e Divulguem!

Linha de crédito e economia verde

Da Agência Ambiente Energia -

A Agência de Fomento Paulista – Nossa Caixa Desenvolvimento anunciou linha de crédito para financiar projetos que busquem reduzir as emissões de gases de efeito estufa (GEE). A linha, voltada para empresas com faturamento entre R$ 240 mil e R$ 100 milhões, tem o objetivo de ajudar as pequenas e médias empresas de São Paulo a se adequarem à Política de Mudanças Climáticas (PEMC), que define a meta de redução, em todos os setores da economia, de 20% das emissões de gases de efeito estufa até 2020, tendo por base o ano de 2005.

Além da linha, a Agência de Fomento Paulista
– Nossa Caixa Desenvolvimento realiza nesta segunda-feira, dia 15 de março, em parceria com a Secretaria Estadual do Meio Ambiente, o Seminário Economia Verde, no auditório do Ibirapuera, com entrada gratuita. O evento vai reunir nomes como o do ecossocioeconomista Ignacy Sachs; José Goldemberg, professor do Instituto de Eletroeletrônica da USP; e Fabio Feldmann, secretário executivo do Fórum Paulista de Mudanças Climáticas e Biodiversidade, entre outros. Inscrições pelo site: www.seminarioeconomiaverde.com.br
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Mudanças Climáticas: governo lança painel sobre tema Fornecer informações científicas sobre a mudança do clima aos tomadores de decisões e outros interessados no tema é o objetivo do Painel Brasileiro de Mudanças Climáticas (PBMC), que será lançado nesta terça-feira, 24 de novembro, às 11h, em Brasília.

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Política Nacional de Mudanças Climáticas e ganhos ambientais

Desmatamento evitado e reflorestamento podem produzir créditos de carbono que podem gerar receitas financeiras para proprietários de terras (ganho individual objetivo e utilitarista) e recuperação de qualidade ambiental e climática (ganho para comunidades biológicas e a comunidade humana). Essa matéria tem um tratamento protocolar por meio do documento de Quioto (1997), de trânsito e aplicação mundiais. No Brasil, ela passou a ser abordada por Lei Federal recente, a de nº 12.187, de 29 de dezembro de 2009, portanto pós-Copenhague, a Lei da Política Nacional de Mudanças Climáticas (PNMC).

A PNMC estabelece padrões ambientais e metas para a redução de emissões antrópicas por fontes e para as remoções antrópicas por sumidouros de gases de efeito estufa (GEE : gás carbônico, metano, óxido nitroso, hidrofluorcarbonetos, perfluorcarbonos, e hexafluorídrico sulfúrico). Por isso, ela incentiva a promoção e o desenvolvimento de pesquisas e a difusão de tecnologias, processos e práticas que minimizem a mudança do clima por meio da redução de emissões humanas e por sumidouros de gases de efeito estufa. Segundo seu artigo 12, teremos o compromisso nacional de ações de mitigação das emissões de GEE que abatam entre 36,1% e 38,9% de nossas emissões projetadas até 2020. A PNMC introduz a previsão de utilização de instrumentos financeiros e econômicos para promover ações de mitigação e adaptação à mudança do clima, como medidas fiscais e tributárias fomentadoras da redução das emissões e da remoção de GEE, incluindo alíquotas diferenciadas, isenções, compensações e incentivos, a serem estabelecidos em lei específica. Além de serem disponibilizadas linhas de crédito e financiamento de agentes financeiros públicos e privados.

No artigo Mudanças Climáticas e Mecanismos de Desenvolvimento Limpo(MDL), publicado no número 1 da Revista Agirás, Eduardo Freitas e Victor Salviati fazem uma revisão atualizada do tema, destacando a cronologia de iniciativas práticas para se combater as mudanças climáticas e o mercado de carbono criado e suas características e mecanismo. Destacam, ainda, a situação brasileira:

”O Brasil, apesar de ser um dos países mais ativos nos encontros do IPCC (Intergovernmental Painel on Climate Change), praticamente só adentrou no desenvolvimento de projetos de MDL e no Mercado de Carbono em 2005.

É fato que a matriz energética nacional é limpa, porém há diversos outros escopos a serem explorados dentro dos projetos de MDL.

Um aspecto que traz ainda mais atenção e urgência a essa discussão é que o Brasil liderava o ranking mundial de emissões por desmatamento – mais de 13 mil km2 por ano – segundo dados do Min. da Ciência e Tecnologia (MCT, 2006). Esta prática, por si só, age diretamente tanto no ciclo hidrológico do ecossistema quanto na biodiversidade – ocasionando menor fixação de CO2.

Portanto, acredita-se que projetos de florestamento e reflorestamento como formas de mitigação climática podem gerar retorno não só financeiro aos seus proponentes e participantes, mas também, e acima de tudo, oferecer a oportunidade de reconstruir áreas desmatadas e/ou evitar o desmatamento de áreas nativas.“

Agora, no artigo Os rumos do mercado de carbono no Brasil , de 11 de março, no jornal Valor Econômico (Opinião Jurídica), Cristina R. Wolter Sabino de Freitas e José Luiz Rampazo Filho, aprofundam objetivamente a análise e salientam:

”A PNMC ainda prevê a operacionalização do Mercado Brasileiro de Redução de Emissões (MBRE) em bolsas de mercadorias e futuros, bolsas de valores e entidades de balcão organizado, visando a negociação de títulos mobiliários representativos de emissões de gases de efeito estufa evitadas certificadas.

Decreto posterior estabelecerá os planos e medidas para cada setor produtivo para consolidação de uma economia de baixo consumo de carbono.

Serão alvo das medidas a geração e distribuição de energia elétrica, o transporte público urbano e sistemas de tran

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"Política Nacional de Mudanças Climáticas e ganhos ambientais"
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quinta-feira, 11 de março de 2010

"Fundo verde" do Banco Mundial ultrapassa US$ 1 bi

"Fundo verde" do Banco Mundial ultrapassa US$ 1 bi

Fonte: CarbonoBrasil
Os chamados títulos verdes (Green Bonds) da instituição conseguiram arrecadar a marca bilionária em menos de dois anos e sinalizam que podem ser o modelo para que a iniciativa privada financie projetos de mitigação das mudanças climáticas

Se o problema para projetos de sustentabilidade e de adaptação ao aquecimento global é dinheiro, nada mais natural do que sejam os bancos os primeiros que consigam estabelecer meios práticos para que esses financiamentos sejam possíveis. Pelo menos é o que parece ter acontecido com a consolidação da iniciativa dos “green bonds”, ou títulos verdes, do Banco Mundial.

A idéia que a instituição teve em 2008 foi a de em troca de um retorno anual de 3,25% as empresas se dispusessem a comprar os “green bonds”, cuja a arrecadação iria para ONGs e projetos que combatam as causas e conseqüências das mudanças climáticas.

A iniciativa parece ter dado certo, pelo menos no que diz respeito à arrecadação, tanto que nesta segunda-feira (22) o Banco Mundial anunciou que os green bonds tinham acabado de ultrapassar a marca de US$ 1 bilhão. A idéia é resultado da parceria com o banco sueco Skandinaviska Enskilda Banken (SEB), que doou nesta semana os US$ 69,2 milhões que faltavam para que se alcançasse a marca bilionária.

Investidores recentes dos green bonds incluem ainda o WWF da Suécia, o fundo de pensão nacional sueco, assim como vários bancos privados europeus e companhias de seguros.

“As quantias envolvidas nas negociações oficiais para o financiamento climático são muito pequenas se comparadas com o investimento necessário em mercados emergentes. Dessa forma, o financiamento privado deve exercer um papel de liderança. Mas para isso acontecer, os investimentos devem ser lucrativos”, explica o economista do SEB, Klas Eklaund.

Essa idéia de que todos devem sair ganhando - os investidores e os projetos de mitigação - seria um dos pontos principais dos green bonds e talvez venha a ser um modelo a ser copiado por outros bancos e instituições futuramente. Mas vale a ressalva para que haja um sério acompanhamento da aplicação desses recursos.

ONU

Outra novidade nos fundos de financiamento para o combate das mudanças climáticas veio recentemente das Nações Unidas, que estabeleceu um painel de notáveis para ajudar na arrecadação de dinheiro.

A iniciativa será liderada pelos primeiros-ministros Gordon Brown, do Reino Unido, e Meles Zenawi, da Etiópia, e terá ainda políticos, banqueiros e especialistas em financiamentos públicos e desenvolvimento como membros.

O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, afirmou que o grupo terá a missão de arrecadar US$ 100 bilhões até 2020 para financiar a adaptação, mitigação e o desenvolvimento e transferência de tecnologias. Dando sempre prioridade para os países mais vulneráveis.

A ONG Oxfam liberou uma nota que elogia a iniciativa, mas torce para que não seja apenas mais um grupo de bate-papo e que realmente tome medidas concretas para levantar os US$ 100 bilhões.

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MDL passará por modificações

Fernanda B. Muller - Fonte:CarbonoBrasil/Energy Risk

O Comitê Executivo (CE) do Mecanismo de Desenvolvimento Limpo (MDL) pretende aprimorar os seus procedimentos e anunciará em breve uma série de novas medidas, disse um oficial da Convenção Quadro das Nações Unidas para Mudanças do Clima (UNFCCC) ao Energy Risk.

Há tempos sofrendo críticas duras devido a gargalos em seu processo de aprovação dos projetos de MDL, como incertezas quanto ao critério de adicionalidade e demora na expedição das Reduções Certificas de Emissão (RCEs), as expectativas eram que esta reforma fosse desencadeada durante a Conferência de Copenhague em dezembro passado.

Alguns esperavam reformas significativas, como o aumento da abrangência do MDL -que recompensa projetos de energias limpas em países em desenvolvimento -, com um novo acordo para pagar os países tropicais para preservar as florestas, o chamado REDD.

Investidores reclamam que estes gargalos causam longas filas de espera pelas RCEs e países menos desenvolvidos criticam o esquema por uma distribuição geográfica limitada dos projetos, sendo desenvolvidos principalmente na China, Índia e Brasil.

A aprovação de financiamento dentro do MDL para projetos que enterram as emissões no subsolo, a captura e armazenamento de carbono, é outra área onde uma decisão está sendo adiada há anos.

Outra grande dúvida é a continuidade da aceitação de RCEs geradas na China na terceira fase do esquema europeu de comércio de emissões após diversos projetos de energia eólica terem sido rejeitados pelo MDL sob suspeitas de redução dos incentivos nacionais para tais projetos propositalmente.

Miles Austin da desenvolvedora de projetos EcoSecurities sugere a introdução de três organismos independentes, ao invés de um único, dividindo o controle das diretrizes e regras do MDL, além do trabalho cotidiano e as apelações das partes interessadas.

As mudanças devem ser anunciadas dia 22 de março, após um workshop do CE, disse o diretor do programa de mecanismos de desenvolvimento sustentável na UNFCCC John Kilani.

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Sem direitos, sem REDD; ou, sem REDD, menos direitos?

Sem direitos, sem REDD; ou, sem REDD, menos direitos?

André Lima* - 05/03/2010, 15:18

Bois retirados da floresta nacional do jamanxin em operação do Ibama. "Não será possível cumprir as metas estabelecidas no PNMC (Plano Nacional de Mudanças Climáticas) apenas com helicópteros, fuzis, satélites, power points com fotos e gráficos sobre o valor da floresta e cortes nos créditos." (foto divulgação Ibama)

Há uma corrente ambientalista que defende que REDD (Redução de Emissões por Desmatamento e Degradação Florestal) pode trazer mais danos do que benefícios socioambientais às florestas e suas populações. Alegam que a oportunidade de recurso para pagamento por manutenção de floresta em pé ou redução de desmatamento, na ausência de uma regulamentação firme e efetiva, atrairá o interesse de “gigolôs de floresta” que se aproveitarão da falta de governança reinante nos trópicos para expulsar populações vulneráveis e se apropriar de terras públicas florestadas.

O jornal Folha de São Paulo, de 23 de janeiro passado (pag. A15) noticia o lançamento de estudo de um grupo de entidades ambientalistas chamado RRI (Iniciativa para Direitos e Recursos, sigla em inglês - www.rightsandresources.org ) que sugere que esse risco é sério e deve ser levado em consideração, principalmente em países como Congo.

Estamos diante de um dilema entre direitos. Os direitos territoriais de povos indígenas, populações tradicionais e agricultores familiares correspondem a direitos sociais básicos e fundamentais para o exercício da cidadania e a dignidade humana. Portanto, é óbvio que tais direitos correspondem ao pressuposto número um para qualquer iniciativa de REDD ou qualquer outra política pública com impactos territoriais.

Por outro lado, sabemos que a ausência de, ou o baixo valor econômico atribuído às florestas em pé, é uma das principais causas que motivam a sua conversão de floresta em pé para áreas “produtivas”. Isso é custo de oportunidade. Portanto, urge o desenvolvimento de estratégias amplas e seguras que valorizem economicamente essas florestas (também em benefício de suas populações) para dar-lhes sobrevida.

É por isso que defendemos que REDD é mais do que um pequeno projeto local que beneficia um pequeno território isolado num mar de áreas com florestas vulneráveis. Defendemos, tanto no âmbito da Convenção de Mudanças Climáticas como no âmbito nacional, que REDD seja compreendido como uma estratégia em que a governança ambiental seja o pressuposto básico. Governança contempla necessariamente mecanismos de regularização fundiária, de monitoramento, de transparência, de gestão, mas também mecanismos econômicos. Governança não é somente a lógica do porrete.

Nesse aspecto (lógica do porrete), o Brasil de fato avançou, embora obviamente ainda tenha que melhorar muito. Temos metas nacionais de redução de emissões (inclusive metas específicas para desmatamento na Amazônia); dispomos de um plano nacional de controle dos desmatamentos; contamos com sistemas sofisticados de monitoramento remoto de desmatamento, inclusive em tempo real; há legislação e constituição que garantem direitos socioambientais, inclusive territoriais; contamos com planos estaduais de prevenção e controle dos desmatamentos na Amazônia com metas integradas ao Plano Nacional de Mudanças Climáticas; acumulamos boa experiência com estratégias de controle de desmatamento em regiões e municípios prioritários (Dec, federal 6321/07), inclusive com corte de crédito para produtores rurais ilegais.

O que falta é sairmos do discurso fácil de que precisamos avançar para os mecanismos econômicos que incentivem a manutenção das florestas e que revertam o modelo predatório de uso da terra reinante nas fronteiras florestais e rurais. Não será possível cumprir as metas estabelecidas no PNMC (Plano Nacional de Mudanças Climáticas) apenas com helicópteros, fuzis, satélites, power points com fotos e gráficos sobre o valor da fl

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quarta-feira, 10 de março de 2010

Futuro incerto para as grandes hidrelétricas

A necessidade de geração de energia para sustentar o crescimento econômico do País tem sido o principal argumento do governo para a construção das grandes hidrelétricas. Um argumento reforçado pela idéia de que essas mega-usinas provocam um baixo impacto ambiental, que são energias renováveis, etc.

Embora evitem a queima de combustíveis fósseis, as hidrelétricas não são tão sustentáveis quanto se apregoa. Elas provocam alterações climáticas, afetam a biodiversidade, afetam a vida das comunidades do entorno e aumentam a emissão de gás metano, que tem um potencial de aquecimento 60 vezes maior que o do CO², entre outros impactos.

Na verdade, há motivos de sobra para se evitar a construção das grandes hidrelétricas, mas talvez o principal deles seja o fato de que elas podem estar "perdendo mercado" rapidamente para soluções alternativas mais sustentáveis, correndo o risco de transformarem-se em verdadeiros elefantes brancos. As novas tecnologias são baseadas principalmente na luz solar e no vento, que são fontes renováveis, abundantes e de grande potencial de geração de energia, e na evolução das Pequenas Centrais Hidrelétricas (PCH), de baixo impacto ambiental.

Um fenômeno importante que tem sido pouco observado é a tendência de redução das fontes geradoras de energia, num movimento sintonizado com a busca de sustentabilidade particular, ou individual. Por que, por exemplo, pequenos aparelhos eletrônicos, como celular, mp3 player e câmeras precisam depender da energia gerada em Itaipu? Ou, por que um chuveiro não pode ter uma fonte geradora de energia particular? As escalas vão-se ampliando para a casa consumidora e geradora de energia, a fábrica, o condomínio, a cidade, assim por diante.

Já é uma tendência de mercado. Uma empresa norte-americana acaba de lançar um pequeno gerador de energia que utiliza a iluminação artificial ou natural do ambiente, armazena essa nergia e está sempre pronto para ser usado em aparelhos com entrada USB. Pouca coisa? Não, considerando que em 2009 a quantidade de celulares no mundo chegou a 4,6 bilhões, de MP3 Players a 1 bilhão e de câmeras digitais a 3 bilhões, todos carregados com energia elétrica.

E haja criatividade. Pesquisadores nos EUA estão tentando transformar as estradas em fontes geradoras de energia, através de placas solares especiais que substituiriam o asfalto. De acordo com a empresa Solar Roadways, se o piso de todas as rodovias norte-americanas for substituído pelas placas, a quantidade de energia gerada seria capaz de suprir toda a demanda do país. O próprio governo já investiu 100 mil dólares em testes com um painel de 3,5m x 3,5m. Além de gerar energia as placas podem aquecer o solo e derreter o gelo acumulado nas vias no período de inverno. Soltando a imaginação, os pesquisadores já pensam até na possiblidade de carregar os carros elétricos que passarem pelas placas ou que estacionarem sobre elas.

Os paineis solares estão cada vez mais baratos e eficientes. A China é um dos países que mais tem investido no desenvolvimento de tecnologias para geração de energia solar e eólica nos último anos. Como patrocinadores, os chineses estão fornecendo painéis fotovoltaicos para alimentar 20 centros esportivos, na copa do mundo da África do Sul. A Alemanha também é um dos pólos industriais mundiais mais avançados em tecnologia de geração de energia solar.

No Brasil, estudantes de seis universidades criaram uma casa para ser energeticamente sustentável, batizada de Casa Solar Flex. O projeto participará da competição internacional Solar Decathlon Europe (SDE), que acontecerá em junho deste ano, em Madri, na Espanha. A casa tem 70 metros quadrados de área construída e possui um sistema de automação através de painéis fotovoltaicos acionados de acordo com o posicionamento do sol para aproveitar ao máximo a energia solar.

A tecnologia em energia eólica também avança rapidamente para soluções tanto de grande quanto de pequena escala. Uma estrada, no futur

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terça-feira, 9 de março de 2010

Mercado de carbono global segue longe de ser realidade

Especialistas e negociadores duvidam que novos esquemas de 'cap and trade' apareçam nos próximos cinco anos e a promessa de um mercado mundial em 2020, que movimentaria US$ 2 trilhões, parece distante de acontecer

O fracasso da Conferência do Clima em Copenhague em alcançar um acordo com poder legal para limitar as emissões e a postura do Congresso dos Estados Unidos cada vez mais resistente à criação de um "cap and trade" nacional estão resultando em uma maré de pessimismo entre os envolvidos com o mercado de carbono.

Uma pesquisa realizada pela consultoria Point Carbon e divulgada nesta quarta-feira (3) chegou à conclusão de que dificilmente veremos novas iniciativas de "cap and trade" nos próximos cinco anos, o que atrasará a possibilidade de um grande mercado global de carbono em 2020, como já havia sido projetado por especialistas do setor. Porém, a pesquisa, que entrevistou 4800 especialistas e negociadores de 118 países, também mostrou que a confiança segue grande nos mercados já existentes, como o esquema europeu EU ETS.

“A decepcionante COP 15 e a dificuldade da administração Obama em montar um programa de "cap and trade" parecem ter derrubado o impulso dos mercados de carbono”, afirmou Kjetil Roine, autor da pesquisa.

Mesmo antes de ouvirem do senador republicano Lindsey Graham que o esquema de "cap and trade" nos Estados Unidos estava enterrado, os entrevistados pela Point Carbon já se mostravam desconfiados da criação de um mercado norte-americano. Dos 4800 pesquisados, 61% acreditam que os EUA tenham um mercado até 2015, contra os 81% que apostavam nisso em 2009.

Também existe um ceticismo com relação à capacidade da ONU para estabelecer um acordo sobre mudanças climáticas com força legal na próxima Conferência do Clima no México em novembro. Apenas 37% dos entrevistados acreditam que o acordo seja alcançado, menos que os 59% que achavam ano passado que Copenhague traria o acordo.

A queda na confiança de que o mercado de carbono irá expandir como previsto fez com que os negociadores diminuíssem suas estimativas de preços para 2020 de €35 a tonelada para €31 a tonelada.

“Como essa queda na projeção de preços pode afetar os investimentos em tecnologias limpas ainda não está claro, mas 47% dos entrevistados que representam companhias ligadas ao EU ETS acreditam que esse fator será decisivo para novos investimentos”, explicou Endre Tvinnereim, analista da Point Carbon.

Existem alguns dados positivos, como a confiança no EU ETS, que é apontado por 43% das pessoas como o mecanismo com o melhor custo-benefício para reduzir emissões da União Européia, contra 20% que discordam.

Também há esperança de que a única iniciativa de "cap and trade" já encaminhada, a japonesa, se concretize até 2015. Mais de 80% dos entrevistados acreditam que o país irá ter um mercado até 2015, bem acima dos 61% da pesquisa do ano passado.

Os operadores já estão rotulando o ano de 2010 como o ano das incertezas ou então o ano “ponte”. Muitos fatores fundamentais para o crescimento do mercado de carbono deverão ser definidos nos próximos meses, como a posição final dos EUA e de outros países como a Austrália e o resultado das negociações climáticas na ONU.

“Nós chegaremos ao mercado global de US$ 2 trilhões, mas com passos lentos”, resumiu Abyd Karmali, diretor do Bank of America-Merrill Lynch.

Em 2009 o mercado de carbono foi avaliado em US$ 136 bilhões.

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segunda-feira, 8 de março de 2010

I Seminário Amazônico sobre Seqüestro Florestal de Carbono

A Associação Rondoniense de Engenheiros Florestais (AREF) e a agência ECO Eventos, Comunicação & Sustentabilidade; promoveu nos dias 25, 26 e 27 de fevereiro, no Auditório do ILES/ULBRA em Porto Velho, o "I Seminário Amazônico sobre Seqüestro Florestal de Carbono e Mudanças Climáticas."

Nesta primeira edição o evento reuniu especialistas de todo Brasil e contou com o apoio institucional do Governo do Estado de Rondônia, Secretaria Estadual de Agricultura, Pecuária e Regularização Fundiária (SEAGRI-RO), CREA-RO, OAB-RO, CEPLAC, EMATER-RO, entre outras instituições. Foram analisadas as políticas nacionais de mudanças climáticas, as perspectivas do REDD para a Amazônia e ainda os desafios da sustentabilidade no setor da construção civil.

Entre outros temas, os especialistas abordaram sobre elaboração de projetos sustentáveis para a construção civil ou projetos "Green Building", princípios importantes para a formação dos profissionais responsáveis pela concepção de projetos públicos e privados.

Dentre os especialistas, o professor Roberto Fujimoto, Diretor de Projetos Sustentáveis da A.Fujimoto palestrou sobre o tema "Inventário de emissões de gases efeito estufa e projetos Green Building (construção sustentável) - Procedimentos para a sua realização nas esferas empresarial e pública - A neutralização de carbono através de atividades florestais". Ainda, o prof. Fujimoto apresentou um Mini Curso referente de como elaborar de projetos de Carbono. "Foi uma grande oportunidade para entendimento do tema para aqueles que tem interesse no setor. Vieram empresários, agentes governamentais, agricultores e fazendeiros no evento, e, seguramente, todos saíram bastante satisfeitos."

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Aquecimento global está chegando à Justiça

O aquecimento global chegou à Justiça. A Micronésia, uma federação formada por 600 ilhas no Pacífico, a nordeste da Austrália, questiona os planos de modernização de uma usina térmica a carvão na República Tcheca, a milhares de quilômetros dali. Alega prejuízos ao seu território provocados pelo aumento da emissão de gases-estufa na atmosfera. No Alasca, 420 moradores de um vilarejo erguido em uma faixa de terra que vem sendo destruída pelo mar tentam abrir um processo contra 20 gigantes do petróleo e do carvão.

Especialistas em direito ambiental dizem que isso é apenas o começo.

O caso da Micronésia pode vir a ser o primeiro processo judicial de um país contra outro tendo o aumento da temperatura da Terra como pano de fundo. No momento, é verdade, não há nenhum processo tramitando em nenhuma Corte, e a
iniciativa não tem arquitetura legal formal. Mas trata-se de um punhado de ilhas do Pacífico interferindo nos planos de uma empresa de um país europeu, o que não é nada usual. A Micronésia questionou a decisão da companhia de
energia tcheca CEZ de planejar reformas nas instalações de uma térmica movida a carvão marrom, o tipo que contém o mais alto teor de carbono.

A atitude abriu uma brecha: ambientalistas que representam a Micronésia estão participando do processo de estudo dos impactos ambientais (o EIA) do projeto da CEZ.

A ação dos habitantes de Kivalina mirou grupos como a Chevron e a BP America, entre outros pesos-pesados do petróleo e carvão. Em 2008 o processo deu entrada na Califórnia, onde muitas das companhias acusadas têm sede. O argumento dos advogados desse povoado do Alasca relaciona a produção dessas empresas, a emissão de gases-estufa, o aumento da temperatura da Terra e a falta da camada de gelo no mar próximo à costa de Kivalina. Sem o gelo, o
lugar onde vive a comunidade vem sofrendo erosão acelerada, e os habitantes estão mais ameaçados pelas grandes ondas e tormentas. Terão que se mudar e querem indenização. Procuram colocar uma lupa local em um fenômeno mundial.



Kivalina perdeu a primeira ação, os micronésios não decidiram se e como vão
dar cara legal à sua inquietação, e todos sabem que a conferência do clima
de Copenhague não produziu nenhum acordo internacional forte para combater a
mudança do clima. Mas especialistas do assunto apostam que ações como essas
só vão aumentar.



"Sem dúvida é uma tendência", diz o ministro Antonio Herman Benjamin, do
Superior Tribunal de Justiça (STJ), referência no direito ambiental.
"Inclusive no Brasil, onde o Judiciário começa a interpretar com 'outros
olhos' a legislação ambiental tradicional, sobretudo a de proteção de
florestas, de águas e licenciamento." Todas essas leis, lembra, "precisam
ser agora lidas numa perspectiva de mudança climática". Ou seja, impactos
antes minimizados na flora ou nos recursos hídricos deverão fazer parte de
uma análise maior, levando em conta alterações no ciclo de chuvas, por
exemplo. "O licenciamento, além dos fatores que normalmente considera, terá
que incluir esses aspectos em sua análise ou poderá ser questionado
judicialmente como incompleto ou nulo."



Embora movimentos como o da Micronésia ou de Kivalina façam lembrar o início
dos processos judiciais contra a indústria do tabaco, que surpreendeu a
opinião pública, para provar danos causados pelo aquecimento global existem
dificuldades longe de serem resolvidas.



É bem diferente do que acontece no caso de um acidente de trânsito ou da
poluição de um rio por uma fábrica. Com o aquecimento global as causas são
difusas e supranacionais. "Cada um de nós, em maior ou menor escala, dá sua
contribuição diária à mudança climática e deixa uma pegada de CO2", explica
Benjamin. Outra dificuldade é que o Direito historicamente associa danos
causados pelo aumento do nível do mar ou pela modificação da geografia das
epidemias a fenômenos naturais. Por fim, mesmo se a ciência climática diz
com c

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Grupo CEEE amplia capacidade de usinas

O Grupo CEEE está planejando atualizar suas hidrelétricas e aumentar a capacidade de geração de energia desses complexos. O plano de recuperação e de repotencialização das usinas deverá ser finalizado até 2014.

O cronograma é importante porque em 2015 a maioria das hidrelétricas da empresa terá que discutir a prorrogação dos seus contratos de concessão. As usinas que pertencem totalmente ao Grupo CEEE (sem contar a participação acionária da companhia em outros empreendimentos) somam hoje uma capacidade instalada de 910,6 MW de potência (cerca de 25% da demanda média de energia do Rio Grande do Sul). A repotencialização poderá acrescentar de 70 MW a 80 MW a esse parque gerador. Serão envolvidas na iniciativa as usinas de Jacuí, Ijuizinho, Bugres, Forquilha, Guarita, Santa Rosa e Ernestina.

Somente Ijuizinho, localizada em Eugênio de Castro, deve passar de uma potência de 1 MW para 15 MW. “É praticamente uma nova usina”, salienta o diretor de Geração do Grupo CEEE, Sérgio Souza Dias. Ele adianta que está em estudo a captação de créditos de carbono com a ampliação. O diretor acredita que os projetos são adequados a obter o benefício, pois elevam a capacidade de geração sem aumentar a área alagada.

Já na modernização das hidrelétricas, cerca de R$ 20 milhões deverão ser empregados na recuperação de equipamentos ao longo de 2010. A renovação dos complexos implicará trocas de partes de geradores, transformadores, tubulações, entre outras ações. A usina mais nova do Grupo CEEE, Itaúba, é de 1978, enquanto a mais antiga, a Toca, instalada em São Francisco de Paula, em 2010 completa 80 anos.

Dias revela que a companhia também tem a intenção de desenvolver novos estudos em outras fontes de geração como: eólica, queima de lixo e biomassa (casca de arroz, madeira etc). Na energia eólica, além de ser sócia da Elecnor/Enerfin na construção de parques em Osório e Palmares do Sul, o Grupo CEEE pretende instalar ainda este ano dois pontos de medição de ventos. Inicialmente, os estudos deverão ser realizados nas regiões de Rio Grande e Candiota. O diretor de geração acrescenta que pesquisas com carvão deverão ser realizadas.
Demanda industrial puxou alta no consumo em fevereiro

O consumo de energia elétrica na área do Grupo CEEE subiu 12,34% em fevereiro de 2010, quando comparado com o mesmo período de 2009. A maior elevação, em todos os segmentos, foi registrada pela companhia no consumo industrial, com índice de 35,39%. No mês de janeiro, o percentual dessa classe, em relação a janeiro do ano passado, também já havia sido alto: 23,73%. Conforme o mesmo relatório, e a mesma base de comparação, nas fatias comercial e residencial, também houve elevação no consumo, com marcas de 10,5% e 13,0%, respectivamente.

Segundo o presidente do Grupo CEEE, Sérgio Camps de Morais, o expressivo consumo industrial que vem sendo verificado nos últimos meses é um importante termômetro, que comprova a retomada do desenvolvimento do Estado, com uma produção industrial em ascensão. Camps analisa que essa situação vem trazendo reflexos também aos índices apontados pelos outros segmentos de consumo de energia. “Um deles é o residencial, em que a redução do IPI à linha branca facilitou as condições de acesso a equipamentos como ar-condicionado, os quais foram intensamente usados em função do calor excessivo deste verão”, acrescenta.

O Grupo CEEE atende diretamente a 1,45 milhão de consumidores em 72 municípios, incluindo Capital, Litoral Norte e Sul e regiões Centro-Sul e Campanha. O relatório de mercado da empresa aponta também que 33,35% da energia foi consumida, em fevereiro, pelo segmento residencial que representa 84% do mercado total. A fatia do comércio - 8% do total de consumidores - usou 26,79% da energia e a indústria (1%) outros 19,13%.
Governo suspende o Selo Combustível Social da Brasil Ecodiesel

O Ministério do Desenvolvimento Agrário suspendeu o Selo Combustível Social de quatro unidades

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A CPFL espera faturar até € 8,9 milhões com a venda de certificados emissões reduzidas de gases do efeito estufa (CERs) até 2012

A CPFL espera faturar até € 8,9 milhões com a venda de certificados emissões reduzidas de gases do efeito estufa (CERs) até 2012. Apenas no ano passado, a empresa arrecadou € 1,46 milhão com a comercialização de créditos de carbono.

Segundo o vice-presidente Financeiro e de Relações com Investidores da CPFL, José Antonio Filippo, a companhia possui 1,017 milhão de CERs reconhecidos pela ONU. Em 2009, a empresa comercializou 13,7 mil CERs por meio da repotenciação de suas PCHs e 93 mil CERs da hidrelétrica de Monte Claro (130 MW), no rio das Antas (RS). Foi a primeira venda de créditos de carbonos de uma hidrelétrica a fio d’água no mundo.

Monte Claro tem ainda um potencial de comercialização de 619 mil CERs até 2012, quando termina a vigência do Protocolo de Kyoto. Outra hidrelétrica localizada no mesmo complexo, a 14 de Julho (100 MW), também tem potencial de comercialização de 286 mil certificados. (R.P.)

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CO2 Alerta - Algas falham

Há um ano, 48 pesquisadores de diversos países, a maioria alemães e indianos, a bordo do navio oceanográfico alemão Polarstern, executaram a maior experiência de fertilização de águas marinhas com ferro com o objetivo de absorver dióxido de carbono e, talvez, evitar o aquecimento global. O local escolhido foi na Antártida, a nordeste das Ilhas Geórgia do Sul, no Oceano Atlântico. Cerca de 20 toneladas de sulfato de ferro foram distribuídas em uma área de 300 quilômetros quadrados.

Esse experimento teve origem nos estudos de J.H. Martin que descobriu que quando o ferro é adicionado a amostras de água tiradas de regiões ricas em nutrientes, mas pobre em ferro, o número de fitoplanctons (algas) aumenta cerca de dez vezes. Assim, Martin sugeriu que seria possível mitigar o CO2 e combater o aquecimento global adicionando ferro nas regiões oceânicas ricas em nutrientes mas que tenha pouca vida - os oceanos são imensos desertos sem vida-. Em suas crenças, Martin afirmou que com um único navio carregado de ferro, ele colocaria o mundo em uma era glacial. Martin acreditava que o aumento explosivo na quantidade de algas fixaria o dióxido de carbono da atmosfera, da mesma maneira que o plantio de árvores faz.

Em janeiro de 2009, as autoridades alemãs criaram o experimento Lohafex (“loha” significa ferro em hindu). Porém, os ambientalistas posicionaram-se contra. A Nona Conferência das Partes do Convënio sobre a Diversidade Biológica, realizada em maio de 2008, em Bonn, posicionou-se contra as atividades de fertilização artificial do mar para promover a absorção do
dióxido de carbono. Os ambientalistas temiam os impactos para o meio ambiente marítimo. Mas, as autoridades, após uma avaliação, concluíram que isso não procedia e, de fato, o experimento mostrou que os ambientalistas estavam errados.

Essa não foi a primeira tentativa de se usar algas para mitigar o CO2. Em 2007, a empresa norte-americana Planktos pretendia fertilizar com ferro as águas equatorianas próximas às Ilhas Galápagos, no Pacífico, mas os ambientalistas convenceram as autoridades da região e a empresa desistiu. Essa empresa pretendia negociar créditos de carbono.

Assim que o navio alemão iniciou a fertilização com o sulfato de ferro, a quantidade de algas começou a crescer como esperado. Isso ocorreu nas duas primeiras semanas, quando também surgiu um crustáceo, o copépode, que se alimenta de algas, no caso, o fitoplancton. E a quantidade desse crustáceo cresceu também exponencialmente, anulando o resultado esperado, ou seja, muito pouco material orgânico foi para o fundo do mar. Em outras palavras... O experimento falhou! Não estamos salvos.

Enquanto a equipe prepara novos experimentos em águas diferentes com flora marinha diversificada, cabe a todos nós cobrar de nossas autoridades mais ações contra o aquecimento global, que se invista na eficiência do uso de energia, entre tantos, não é mais admissível tanto desperdício.

Fonte: Mario Eugenio Saturno

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Norma ISO 26000 é aprovada para publicação em 2010

O trabalho de construção da norma ISO 26000 começou ainda em 2005 e, devido ao seu caráter multistakeholder (com representantes de empresas, governos, trabalhadores, ONGs, consumidores e outros) e ampla participação de pessoas e organizações de todos os continentes (são mais de 400 envolvidos), levou muito mais tempo do que o esperado. A publicação da norma estava prevista inicialmente para o final de 2008, mas divergências sobre seu conteúdo impediram o cumprimento dessa data. Agora, dois anos depois, a norma finalmente ficará disponível para o público.

A norma ISO 26000 chegará para ser a grande referência sobre responsabilidade social em todo o mundo. É o primeiro documento sobre o assunto que apresenta um conteúdo amplo e foi construído com base no consenso entre representantes do mundo inteiro e de diversos setores.

Não será mais uma certificação

Reafirmando o caráter dinâmico e transformador da responsabilidade social, a ISO 26000 foi construída com um formato aberto e provocador. A norma não será certificável; apenas trará orientações para todas as organizações (não apenas empresas) sobre como devem assumir responsabilidade sobre os impactos de suas atividades e sobre seus relacionamentos na sociedade. A ISO 26000 define responsabilidade social como:

“A responsabilidade de uma organização pelos impactos de suas decisões e atividades na sociedade e no meio ambiente, por meio de um comportamento ético e transparente que:
- Contribua para o desenvolvimento sustentável, inclusive a saúde e bem-estar da sociedade;
- Leve em consideração as expectativas dos stakeholders;
- Esteja em conformidade com a legislação aplicável e seja consistente com normas internacionais de comportamento;
- Esteja integrada em toda a organização e seja praticada em seus relacionamentos.
Nota 1: Atividades incluem produtos, serviços e processos.
Nota 2: Relacionamentos referem-se às atividades da organização dentro da sua esfera de influência.”

A votação

O caminho para se chegar à norma ISO 26000 foi muito difícil. As discussões envolveram questões cruciais da nossa sociedade, mexendo com interesses de importantes atores políticos e econômicos ao tocar em temas como a relação entre empresas e trabalhadores, barreiras ao comércio internacional e a responsabilidade sobre os impactos ao longo da cadeia produtiva. Nos últimos anos alguns países e organizações fizeram muito lobbypara ter suas visões incorporadas na norma, alterando seu conteúdo para atender seus interesses. O caso que chamou mais atenção foi o da delegação chinesa, que, com sua visão negativa sobre a norma, chegou a visitar quase todos os países envolvidos para tentar influenciar seus respectivos votos.

Leia mais sobre essa questão no artigo “O Dragão Mostra Suas Garras”.

Mesmo com a pressão de atores relevantes, a norma ISO 26000 foi aprovada com números impressionantes: foram 79% de votos a favor.

Próximos passos

Mesmo tendo sido aprovada, a norma ainda poderá sofrer alterações em seu conteúdo. No mês de maio, ocorrerá a última reunião do Grupo de Trabalho de Responsabilidade Social da ISO (ISO Working Group on Social Responsibility) para a realização dos últimos ajustes. O texto final deverá ser lançado no final de setembro.

Fique de olho

Neste ano, muitas atividades deverão ser realizadas e materiais lançados sobre a ISO 26000. O Instituto Ethos lançará um hotsite didático sobre a norma e também realizará uma oficina em sua Conferencia Internacional, além de produzir outros materiais. É importante ficar de olho nos websites das outras organizações envolvidas no processo de construção da norma – em especial a ABNT, o Idec, o Dieese, o Inmetro e o GAO.

Por Gustavo Ferroni, coordenador do GT Ethos-ISO 26000 / Edição de Benjamin S. Gonçalves (Instituto

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China constrói edifício 'mais verde' do mundo

O edifício Pearl River Tower será capaz de produzir quase toda a energia que consumirá depois de pronto Foto: BBC Brasil

O edifício Pearl River Tower será capaz de produzir quase toda a energia que consumirá depois de pronto

Aquele que pode ser o edifício mais ecologicamente correto do mundo está sendo construído na cidade de Guangzhou, na China. De acordo com os arquitetos responsáveis pela construção, o edifício Pearl River Tower será capaz de produzir quase toda a energia que consumirá depois de pronto.

Para isso, o prédio contará com energia solar, sistema de refrigeração por água e turbinas que gerarão energia a partir do vento. O edifício foi desenhado com uma curvatura especial, que deve aumentar a velocidade do vento para alimentar turbinas de geração de eletricidade.

Além disso, a refrigeração por água fará com que mais energia e espaço sejam economizados, em comparação com sistemas de ar-condicionado tradicionais. O prédio também contará com sistemas automáticos para evitar desperdícios de energia.

Segundo os arquitetos, a economia fará com os custos adicionais para construir o edifício verde sejam pagos em cinco anos. O edifício, que terá 71 andares, deve ser inaugurado no ano que vem.

21 de outubro de 2009 • 16h13

http://noticias.terra.com.br/ciencia/noticias/0,,OI4054855-EI238,00-China+constroi+edificio+mais+verde+do+mundo.html

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BMF & BOVESPA Fazem primeiro leilão de Créditos de Carbono do Mercado Voluntario

Postado por LBF em 3/07/2010 12:45:00
Venda vai oferecer 180.000 créditos de carbono geridos pela Social Carbon Company

SÃO PAULO, 26 de fevereiro / PRNewswire-FirstCall / - A Comissão de Valores, Mercadorias e Futuros - BM & FBOVESPA vai realizar em 08 de abril de 2010, um leilão voluntário de carbono do mercado de crédito. A quantidade total de 180.000 unidades voluntário de carbono de projetos gerenciados pela Social Carbon Company serão leiloadas.

As reduções de emissões foram gerados a partir de 8 projetos de biomassa renovável administrado pela Social Carbon Company em fábricas de cerâmica. Essas plantas estão localizadas nos estados brasileiros de São Paulo (Panorama, Paulicéia), Pará (São Miguel do Guamá), Pernambuco (Garanhuns, Paudalho), Sergipe (Itabaiana), Minas Gerais (Ituiutaba), e Rio de Janeiro (Itaboraí) . Os projetos envolvem a mudança de combustível para combustíveis renováveis como a biomassa do bagaço de cana, sementes de açaí e casca de arroz, entre outros. Os créditos de carbono têm sido validadas por entidades credenciadas, autorizadas pela Organização das Nações Unidas sobre as Alterações Climáticas (UNFCCC).

O leilão será realizado em três sessões, com um lote negociado por sessão. Os preços lance inicial será indicado pelos lotes que variam de acordo com os vintages e custam R $ 10,00 a R $ 12,00 por unidade. A primeira operação irá ocorrer at 1:00 pm (Brasil Time) e será realizado pela BM & FBOVESPA de Crédito de Carbono Trading System. A liquidação financeira será coordenada pela corretora Liquidez DTVM.

Carbono BM & FBOVESPA Mercado de Crédito
A Bolsa brasileira já havia organizado dois leilões de créditos de carbono em 2007 e 2008. Ambos os leilões oferecidos Reduções Certificadas de Emissões (RCE), realizada pela Prefeitura de São Paulo, e gerado pelos projetos de aterros sanitários Bandeirantes e São João.

O objetivo da BM & FBOVESPA mercado de carbono é fomentar o comércio de créditos de carbono no Brasil dentro de um ambiente de negociação organizada. Ele também fornece as empresas brasileiras a oportunidade de vender seus projetos de redução de emissões de GEE no país. A plataforma de troca comercial oferece aos participantes um ambiente global de comércio seguro, transparente e eficiente, com preços competitivos.

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BNDES investirá R$ 71 milhões em projetos de reflorestamento

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) vai aplicar R$ 71 milhões no reflorestamento de áreas degradadas em sete Estados com espécies nativas da mata atlântica. Foram selecionados 27 projetos, que abrangem 4 mil hectares. Não-reembolsável, o financiamento provém de lucros obtidos pelo banco. A Iniciativa BNDES Mata Atlântica foi lançada no ano passado para preservar um dos biomas mais ameaçados no País. Está em fase final de análise, por isso os projetos ainda não podem ser divulgados. Entre os 27 projetos selecionados, oito são de São Paulo, oito do Rio, quatro de Minas e três da Bahia.
O programa foi proposto por 22 ONGs, segundo o chefe do departamento de Operações e Políticas de Meio Ambiente do BNDES, Márcio Macedo. Segundo ele, haverá forte demanda nos próximos anos por projetos de reflorestamento, principalmente por causa da compensação ambiental de grandes obras. No entanto, Macedo avalia que existe um gargalo no País: a produção de mudas e sementes.

Está previsto um levantamento sobre a capacidade de produção de mudas no País, com a participação de universidades. Macedo diz que há expectativa de uma nova rodada de financiamento para este ano, com linhas específicas para o setor de mudas e viveiros. "Queremos que o programa seja um dos instrumentos para que esse negócio cresça e seja atrativo."

Em dezembro, uma equipe do BNDES visitou a fazenda Plathymenia, da empresa Biovert, que produz mudas há 23 anos em Silva Jardim, a 140 km do Rio, e um dos técnicos disse: "Ficamos muito bem impressionados".

O engenheiro florestal Marcelo de Carvalho, dono da Biovert, calcula que haverá uma demanda de pelo menos 50 milhões de mudas até 2016, ano da Olimpíada no Rio.

"Hoje seria impossível produzir isso", avalia Carvalho. Segundo ele, a Biovert produz três milhões de mudas por ano, em duas safras, de cem espécies diferentes, todas da mata atlântica. "A chegada do BNDES pode ser a redenção desse mercado, que não pode mais ficar marginal do jeito que é. Ao mapear isso, o banco está buscando uma informação técnica essencial, que hoje não existe", diz Carvalho. Ele não participou da Iniciativa Mata Atlântica, mas poderá eventualmente ser beneficiado com a venda de mudas para projetos vencedores.

"O produto do banco é o dinheiro, e a parte ambiental é hoje um obstáculo para qualquer empreendimento. Como o BNDES vai emprestar o dinheiro dele se não tiver como resolver o problema ambiental?", indaga o dono da Biovert. "Ou ordena esse segmento ou não vai conseguir emprestar dinheiro."



TREINAMENTO
O programa do BNDES abrange o período máximo de quatro anos a partir do plantio e prevê o treinamento de trabalhadores recrutados junto à "população de baixa renda residente no entorno de cada área-alvo". Pelo menos 20% da mão de obra direta deverá receber treinamento em reflorestamento ecológico. Se gerados eventuais créditos de carbono decorrentes do projeto, eles deverão ser cedidos ao BNDES, e não serão negociáveis.

Os projetos não poderão ser implementados em áreas sobre as quais incidam obrigações de recuperação decorrentes de compensações ou exigências formuladas em processo de licenciamento ambiental, termos de compromisso e de ajustamento de conduta ou autuações por infração à legislação florestal.

O Ministério do Meio Ambiente também anunciou, na semana passada, que vai selecionar outros 12 projetos de conservação da mata atlântica. Nesse caso, serão investidos R$ 4,2 milhões, por meio da Cooperação Financeira Brasil/Alemanha, com o Banco KfW.

enviado por: Ana Paula de Andrade - 7/03/2010 04:25:00 PM

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BNDES investirá R$ 71 milhões em projetos de reflorestamento

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) vai aplicar R$ 71 milhões no reflorestamento de áreas degradadas em sete Estados com espécies nativas da mata atlântica. Foram selecionados 27 projetos, que abrangem 4 mil hectares. Não-reembolsável, o financiamento provém de lucros obtidos pelo banco. A Iniciativa BNDES Mata Atlântica foi lançada no ano passado para preservar um dos biomas mais ameaçados no País. Está em fase final de análise, por isso os projetos ainda não podem ser divulgados. Entre os 27 projetos selecionados, oito são de São Paulo, oito do Rio, quatro de Minas e três da Bahia.
O programa foi proposto por 22 ONGs, segundo o chefe do departamento de Operações e Políticas de Meio Ambiente do BNDES, Márcio Macedo. Segundo ele, haverá forte demanda nos próximos anos por projetos de reflorestamento, principalmente por causa da compensação ambiental de grandes obras. No entanto, Macedo avalia que existe um gargalo no País: a produção de mudas e sementes.

Está previsto um levantamento sobre a capacidade de produção de mudas no País, com a participação de universidades. Macedo diz que há expectativa de uma nova rodada de financiamento para este ano, com linhas específicas para o setor de mudas e viveiros. "Queremos que o programa seja um dos instrumentos para que esse negócio cresça e seja atrativo."

Em dezembro, uma equipe do BNDES visitou a fazenda Plathymenia, da empresa Biovert, que produz mudas há 23 anos em Silva Jardim, a 140 km do Rio, e um dos técnicos disse: "Ficamos muito bem impressionados".

O engenheiro florestal Marcelo de Carvalho, dono da Biovert, calcula que haverá uma demanda de pelo menos 50 milhões de mudas até 2016, ano da Olimpíada no Rio.

"Hoje seria impossível produzir isso", avalia Carvalho. Segundo ele, a Biovert produz três milhões de mudas por ano, em duas safras, de cem espécies diferentes, todas da mata atlântica. "A chegada do BNDES pode ser a redenção desse mercado, que não pode mais ficar marginal do jeito que é. Ao mapear isso, o banco está buscando uma informação técnica essencial, que hoje não existe", diz Carvalho. Ele não participou da Iniciativa Mata Atlântica, mas poderá eventualmente ser beneficiado com a venda de mudas para projetos vencedores.

"O produto do banco é o dinheiro, e a parte ambiental é hoje um obstáculo para qualquer empreendimento. Como o BNDES vai emprestar o dinheiro dele se não tiver como resolver o problema ambiental?", indaga o dono da Biovert. "Ou ordena esse segmento ou não vai conseguir emprestar dinheiro."



TREINAMENTO
O programa do BNDES abrange o período máximo de quatro anos a partir do plantio e prevê o treinamento de trabalhadores recrutados junto à "população de baixa renda residente no entorno de cada área-alvo". Pelo menos 20% da mão de obra direta deverá receber treinamento em reflorestamento ecológico. Se gerados eventuais créditos de carbono decorrentes do projeto, eles deverão ser cedidos ao BNDES, e não serão negociáveis.

Os projetos não poderão ser implementados em áreas sobre as quais incidam obrigações de recuperação decorrentes de compensações ou exigências formuladas em processo de licenciamento ambiental, termos de compromisso e de ajustamento de conduta ou autuações por infração à legislação florestal.

O Ministério do Meio Ambiente também anunciou, na semana passada, que vai selecionar outros 12 projetos de conservação da mata atlântica. Nesse caso, serão investidos R$ 4,2 milhões, por meio da Cooperação Financeira Brasil/Alemanha, com o Banco KfW.

07/03/2010 04:25:00 PM

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MMA assina convênio com estados e municípios para tratamento de resíduos sólidos

Os planos de Gestão Integrada de Resíduos Sólidos (Pgirs) têm o objetivo de organizar a gestão dos resíduos dentro das particularidades regionais, econômicas, geográficas, ambientais e sociais, com a meta de promover o desenvolvimento sustentável do ambiente urbano. O Ministério do Meio Ambiente (MMA) destinará para cada município ou consórcio, formado por grupos de pequenos municípios, uma verba em torno de R$ 400 mil.

O prefeito do município de Ariquemes (RO), Confúcio Moura, disse que o programa vai reforçar os consórcios intermunicipais de saneamento ambiental. “O recurso do MMA se destina a melhorar a estrutura jurídica, fazer treinamento de pessoal e aquisição de equipamento para as estruturas existentes nos estados.”


Na cerimônia de entrega dos termos, foram distribuídas cartilhas intituladas Compromisso pelo Meio Ambiente, Saúde e Saneamento Básico. Nela, vem estipulada a meta de que, em dez anos, será dobrada a quantidade de esgoto coletado e tratado no Brasil. De acordo com Minc, os PGIRS serão um dos instrumentos para que essa meta seja alcançada.


O ministério do Meio Ambiente observou, ainda, que os gestores, por meio da assinatura do convênio, têm o compromisso de seguir as diretrizes do Plano de Mudanças Climáticas, assumido pelo presidente Lula em Copenhague, na mais recente Conferência das Partes das Nações Unidas sobre o tema, realizada em dezembro do ano passado.


“A captura do gás metano dos lixões e a transformação em energia renovável faz parte do plano de mudanças climáticas. Portanto, vocês saibam que, ao levar adiante o que nós estamos fazendo hoje, também estamos fazendo com que se cumpra a Lei de Mudanças Climáticas”, disse.


Foram contemplados com a parceria os estados de Goiás, Mato Grosso, Rondônia, do Paraná, de Pernambuco, da Paraíba, do Rio Grande do Norte e da Bahia, além dos municípios de Ariquemes (RO), de Sumaré e Amparo (SP), de Bagé e Capão da Canoa (RS), de Altamira (PA), de Afogados da Ingazeira e Palmeirina (PE), de Betim (MG), de Caicó (RN), de Casa Nova e Irecê (BA) e de Caxias (MA). (Fonte: AmbienteBrasil - Agência Brasil)

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terça-feira, 2 de março de 2010

Biocélula usa fotossíntese para gerar eletricidade

Biocélula inserida em um cacto e um gráfico mostrando a intensidade da corrente elétrica gerada como função da iluminação que incidia sobre a planta (em preto, a glicose e, em vermelho, o O2). [Imagem: Mano et al, JACS]
Cientistas do instituto de pesquisas CNRS, da França, transformaram a energia química gerada pela fotossíntese de uma planta em energia elétrica.

A pesquisa demonstra uma nova rota para fotossíntese artificial, uma área de pesquisas promissora que pretende desenvolver uma estratégia de conversão da luz solar em eletricidade de forma ainda mais eficiente e mais ambientalmente correta do que as células solares.

Além do campo da energia, a nova biocélula poderá ter aplicações médicas.
A fotossíntese é o processo pelo qual as plantas convertem a energia do Sol em energia química. Na presença da luz visível, o dióxido de carbono (CO2) e a água (H2O) são transformados em glicose e em oxigênio (O2) por meio de uma complexa série de reações químicas que ainda não são bem compreendidas pelos cientistas.

Em vez de tentar reproduzir toda a fotossíntese de forma artificial, o que é uma meta desejável, mas ainda distante de ser alcançada, os pesquisadores franceses criaram uma célula alimentada por um biocombustível que é justamente o produto da fotossíntese de uma planta viva (glicose e oxigênio).

De desenho aparentemente muito simples, a célula a bicombustível é formada por eletrodos cujas superfícies foram modificadas com a adição de duas enzimas.

Os pesquisadores inseriram sua biocélula em uma planta viva - neste experimento eles utilizaram um cacto, assim que os eletrodos, que são muito sensíveis tanto à glicose quanto ao O2, foram inseridos na folha do cacto, os cientistas puderam monitorar a fotossíntese em tempo real, in vivo, o que, por si só, já seria um grande feito científico.

Durante os experimentos, os pesquisadores puderam fazer a primeira observação direta dos níveis de glicose durante a fotossíntese, em tempo real.

Ou seja, além das aplicações tecnológicas, a técnica será de grande utilidade para o entendimento pormenorizado da própria fotossíntese, um objetivo longamente perseguido pelos biólogos - "domar" a fotossíntese significaria uma revolução radical na forma de geração de energia e de alimentos para a humanidade.

Diagrama da célula a biocombustível criada pelos pesquisadores franceses queterá aplicações médicas e poderá se tornar uma alternativa às células solares. [Imagem: Mano et al, JACS]Célula a biocombustível

A saída dos eletrodos indica claramente uma elevação da corrente elétrica quando uma lâmpada é acessa nas proximidades do cacto, e um correspondente decréscimo na corrente quando a lâmpada é apagada e sob a ação da lâmpada, a biocélula é capaz de gerar 9 Watts por centímetro quadrado de eletrodo. A geração de eletricidade é proporcional à luz que incide sobre a planta, uma vez que, com mais luz, ela pode produzir mais glicose e mais O2, disponibilizando mais combustível para operar a biocélula.

É ainda apenas uma prova de conceito e é ainda difícil visualizar sua aplicação prática em conjunto com as plantas, mas a ideia pode formar a base de uma nova estratégia de geração de energia totalmente renovável e sem produção de gases com efeito estufa ou de qualquer outro resíduo.

O objetivo inicial dos pesquisadores não era criar uma competidora para as células solares, mas desenvolver uma biocélula para aplicações médicas.

Ao capturar a energia química de biocombustíveis produzidos pelo corpo humano - a dupla glicose-oxigênio ocorre naturalmente nos fluidos fisiológicos - uma biocélula assim poderá poderá acionar implantes médicos e sensores de monitoramento do estado de saúde dos pacientes, funcionando ininterruptamente, 24 horas por dia.

Além de deixar para o passado a necessidade de troca de baterias desses aparelhos, toda uma gama de novas funcionalidades poderia ser criada, como monitores de glicose para dia

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