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terça-feira, 9 de agosto de 2011

UNFCCC LANÇA NEWSLETTER COM AVANÇOS NO SETOR DO CLIMA

Christiana Figueres, secretária executiva da Convenção Quadro da ONU sobre Mudanças Climáticas, faz balanço do que já foi e do que ainda precisa ser feito para atingir os Acordos de Cancún e para que a COP de Durban tenha êxito

 

“Com a primeira metade do ano ficando para trás, essa é uma boa hora pra fazermos um balanço sobre onde estamos para cumprir os Acordos de Cancún”. A menos de quatro meses do início da COP 17, a sugestão de Christiana Figueres, secretária executiva da Convenção Quadro das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (UNFCCC), vem realmente em boa hora.

Por isso, a UNFCCC lançou neste mês uma newsletter que aponta os principais progressos feitos no primeiro semestre de 2011 para que os Acordos de Cancún sejam cumpridos, e que também indica o que ainda falta fazer neste âmbito. “Olhando para trás, houve progresso, incluindo a sessão de junho em Bonn [na Alemanha]. Devemos agora nos focar no que ainda precisamos realizar para fazer da COP 17 de Durban [na África do Sul] um sucesso”, declarou Figueres.

Além do balanço feito pela secretária executiva da UNFCCC, no qual ela apresenta os principais fatos das negociações climáticas da primeira metade deste ano, a newsletter enfoca algumas das principais ações realizadas ou iniciadas no último semestre na esfera da mitigação das mudanças climáticas.

Alguns dos empreendimentos enfocados pela newsletter são projetos de Mecanismo de Desenvolvimento Limpo (MDL) que, em países emergentes como o Peru, a África do Sul e a Nigéria, têm contribuído não só para a mitigação das emissões de CO2, mas também para a criação de empregos, no combate à pobreza e na melhoria de condições e relações sociais e culturais, sobretudo em pequenas comunidades.

“Um aspecto notável desse projeto é a capacidade de congregar comunidades diferentes, realizando apresentações conjuntas de operações de fornos para todas as crenças, tanto nas igrejas quanto nos salões religiosos muçulmanos”, comentou um dos participantes do projeto da Nigéria, que consiste na distribuição de mais de 12 mil fornos eficientes.

“O projeto trouxe habilidades e empregos para os jovens. Eles não ficam mais à toa nas esquinas das ruas. O projeto trouxe dignidade para a comunidade”, declarou um participante do projeto sul-africano, cuja instalação de aquecedores solares, isolamentos térmicos e iluminação eficiente não só ajudou a reduzir as emissões de CO2 como também criou novos empregos para os habitantes da região.

Na seção ‘Coluna do Convidado’, a newsletter apresenta um vídeo de Harry Verhaar, diretor de energia e mudanças climáticas da Philips Lighting, falando sobre a redução no consumo de energia e de custos com o uso de novas tecnologias de iluminação. De acordo com Verhaar, 19% da eletricidade gerada no mundo é utilizada para a iluminação, mas desta energia, cerca de 66% é ineficiente.

O diretor da Philips Lighting afirma que com a aplicação de novas tecnologias de iluminação, como lâmpadas fluorescentes e de LED, a economia de energia no mundo poderia chegar a 80%, o que corresponde a poupar cerca de US$ 180 bilhões, ou 670 milhões de toneladas de carbono. Segundo Verhaar, essa redução poderia evitar também a construção de novas usinas de energia, e indiretamente melhorar a qualidade de vida e a produtividade das pessoas.

A newsletter também destaca notícias, descobertas e discussões recentes de ações de mitigação, de adaptação, financeiras e tecnológicas. Uma delas é a respeito dos projetos aprovados em junho para serem financiados pelo Fundo de Adaptação.

Os projetos das Maldivas, da Mongólia e do Turcomenistão, que são respectivamente, um programa de manejo de recursos hídricos, um de manejo de serviços ecossistêmicos e um de manejo de água em sistemas agrícolas, serão implementados pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD).

Outra notícia enfatizada foi o lançamento de um novo portal de informação sobre Acordos Multilaterais Ambientais (MEAs em inglês), chamado de InforMEA. O site apresenta notícias, calendários, eventos e, futuramente, relatórios e planos de implementação de MEAs. O portal é apoiado pelo Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA).

“Com o lançamento do InforMEA a comunidade ambiental mundial teve um grande avanço no acesso a informações mais transparentes e aplicáveis para a resolução dos desafios complexos que enfrentamos na Era da Informação”, salientou Achim Steiner, subsecretário-geral da ONU e diretor executivo do PNUMA.

Outro destaque é o lançamento de um relatório, coordenado pelo PNUMA e pela Organização Meteorológica Mundial (OMM), que defende que a restrição na emissão de carbono negro e outros poluentes ajudaria não só a mitigar as mudanças climáticas, mas também contribuiria para a saúde e a segurança alimentar.

“A maior parte da atenção está focada na redução do principal gás do efeito estufa, o CO2, para combater as mudanças climáticas. No entanto, nos últimos anos, tem ficado claro que uma série de outros poluentes, como o carbono negro e ozônio troposférico, estão agravando o desafio”, explicou Michel Jarraud, secretário-geral da OMM.

“Esse relatório ressalta a necessidade de uma base de observação e esforços de pesquisa mais sólidos para aumentar a compreensão científica de todos esses outros poluentes no sistema das mudanças climáticas”, acrescentou Jarraud.

A newsletter destaca ainda o lançamento de uma análise sobre novas tecnologias para evitar prejuízos ecológicos. De acordo com o documento, nos próximos 40 anos, serão necessários US$ 1,9 trilhão para investimentos em tecnologias verdes, e pelo menos US$ 1,1 trilhão para o desenvolvimento de tecnologias verdes para alcançar a demanda de alimentos e energia em países emergentes.

Para Rob Vos, diretor da Divisão de Política de Desenvolvimento e Análise da ONU e principal autor do relatório, “sem melhorias e difusão drásticas de tecnologias verdes, não reverteremos a atual destruição ecológica e da subsistência digna para toda a humanidade”.

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