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quinta-feira, 28 de julho de 2011

NEGOCIAÇÕES CLIMÁTICAS SÃO COMO "ÁGUA GOTEJANDO NA PEDRA", COMPARA TIM GROSER - MINISTRO PARA NEGOCIAÇÕES DE MUDANÇAS CLIMÁTICAS DA NOVA ZELÂNDIA

Groser criticou o ritmo lento das negociações, mas ainda acredita em um possível acordo

"Trata-se de uma lenta construção sobre uma base internacional". É dessa forma que o ministro para negociações de mudanças climáticas da Nova Zelândia, Tim Groser, define as tratativas em torno de um possível novo acordo global em relação ao tema, capaz de prolongar ou substituir o Protocolo de Kyoto (que expira em 2012).

Em entrevista concedida à Reuters nesta quarta-feira, 27 de julho, Groser afirmou que considera possível o estabelecimento de um acordo nesse sentido, mas ponderou que o mesmo não será alcançado neste ano, o que causará, consequentemente, uma lacuna depois que o prazo de Kyoto terminar. "É como a água gotejando em uma pedra", comparou Groser, sobre o ritmo lento das negociações. "Raramente há uma reunião crucial, completou.

Questão Pós-Kyoto

Há vários anos a ONU promove discussões para tentar prorrogar Kyoto a partir de 2013 ou definir um novo acordo que estipule metas de redução das emissões para grandes nações poluidoras hoje isentas de obrigações, especialmente Estados Unidos, China.

Divergências entre países ricos e pobres sobre como controlar as emissões de gases do efeito estufa geram um impasse na substituição do protocolo, que obriga cerca de 40 países industrializados a reduzirem suas emissões até 2012, além de estimular a contribuição voluntária das nações em desenvolvimento, como o Brasil, por meio de dispositivos como o Mecanismo de Desenvolvimento Limpo (MDL).

Os países em desenvolvimento alegam que a responsabilidade deve ser dos ricos, que causaram a maior parte do aquecimento global em razão da queima de combustíveis fósseis desde a Revolução Industrial, no século 18. Por outro lado, as nações mais desenvolvidas argumentam que o rápido crescimento econômico dos emergentes também se reflete em grandes emissões de carbono, a ponto de a China já ter se tornado o maior poluidor mundial.

"Posso ver todo tipo de razão para (o acordo) não acontecer, mas posso ver um cenário em que aconteceria", projetou Groser. Segundo o negociador neozelandês, seria um equívoco depositar expectativas de definição de um acordo nas grandes reuniões internacionais, como foi feito na COP-15, realizada em Copenhague (Dinamarca), em 2009. O próximo grande evento desse porte, a COP-17, será promovida em dezembro, em Durban, na África do Sul.

Fonte: Redação EcoD

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