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domingo, 12 de agosto de 2012

Seminário propõe gestão compartilhada dos resíduos sólidos

A mesa de abertura do seminário "Compostagem na Cidade de São Paulo: Gestão Adequada dos Resíduos Orgânicos" destacou a importância da responsabilidade compartilhada entre setor público, iniciativa privada e sociedade civil na gestão de resíduos sólidos. O evento, realizado nesta sexta-feira na Câmara Municipal, buscou discutir o reaproveitamento em todas as esferas.

 

Márcio Matheus, presidente da Amlurb (Autoridade Municipal de Limpeza Urbana), reforçou que o poder público não pode ser encarregado por todo o lixo orgânico da cidade. “Só com as feiras livres temos mais de seis mil toneladas por mês. A visão municipal hoje é de reforçar a responsabilidade individual”, explicou.  

Ronaldo Camargo, secretário de Coordenação das Subprefeituras, lembrou que a compostagem individual leva também à economia, reduzindo tanto gastos com depósito quanto com transporte de resíduos.

 

O vereador Gilberto Natalini (PV), presidente da Comissão de Meio Ambiente da Câmara e organizador do seminário, manifestou seu otimismo com relação ao evento. “O que eu sei fazer é juntar gente. E conhecendo especialistas vi que é possível, barato e necessário fazer a compostagem”, disse, destacando a necessidade de restaurantes e outros estabelecimentos instalarem equipamentos para esse fim.

 

Sobre a compostagem nesses ambientes, Inês Soares, da Covisa (Coordenação de Vigilância em Saúde), elogiou a presença de técnicos do setor no seminário. Ela acredita que a compostagem nessa escala seja possível, mas lembrou que há dificuldades, como a conscientização de como manter as composteiras sem afetar a higiene do local.

 

EM CASA

O secretário de Verde e do Meio Ambiente, Eduardo Jorge, aproveitou o seminário para contar sua experiência pessoal. Ele, que realiza a compostagem em sua casa desde 2005, lembrou que no início sua esposa foi contrária à ideia. “Ela me deu três meses para tentar e tinha certeza que daria bicho, que teria cheiro ruim”, disse.

Segundo Jorge, hoje a composteira faz parte do cotidiano da casa, e o adubo produzido é usado nas plantas. “Tenho árvores de jabuticaba, pitanga e goiaba dando muito mais frutos, e estou até exportando adubo agora”, comemorou.

 

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