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domingo, 6 de maio de 2012

Usina móvel produz biodiesel a partir de óleo de cozinha

O óleo utilizado nas cozinhas de Sorocaba poderá ser reciclado na Usina de Biodiesel Móvel, lançada ontem pela manhã, em evento em frente à Estação Ferroviária. A unidade itinerante montada sobre uma carreta produzirá combustível biodegradável a partir de óleo de cozinha usado, residencial ou comercial. O processo utilizado é pioneiro no Brasil, por não utilizar água e não ter nenhum produto residual. O biodiesel gerado abastecerá a frota de caminhões que faz a coleta seletiva em Sorocaba. Além das cooperativas de reciclagem, a iniciativa da Secretaria Municipal de Parcerias (Separ) mantém convênio com a Universidade de Sorocaba (Uniso), que irá disponibilizar estagiários dos cursos de Engenharia Ambiental e Gestão Ambiental para auxiliar no processo técnico.

 

O óleo poderá ser entregue na própria usina ou em algum dos pontos de entrega das cooperativas. As escolas municipais também participarão da coleta, para estimular a prática dentro da casa dos alunos da rede. O óleo deve ser condicionado em recipientes plásticos com vedação segura - os mais indicados são as garrafas pet. "É bom procurar evitar a utilização das embalagens de vidro ou recipientes sem vedação segura, pois podem quebrar ou vazar durante o transporte", alertou o secretário de Parcerias Fernando Oliveira.

 

A Usina, que custou R$ 269 mil, ficará estacionada no câmpus Raposo da Uniso e terá um roteiro de visitas em escolas (municipais, estaduais e particulares). O agendamento deverá ser feito na Separ, pelo telefone (15) 3219-2281. Após 60 dias, a carreta também ficará em pontos estratégicos da cidade - os locais ainda estão sendo estudados pela Urbes - Trânsito e Transportes, uma vez que a carreta tem cerca de 15 metros de comprimento e pesa mais de 15 toneladas.

 

No processo, todo o resíduo deixado pela fritura é retirado através da filtragem. A água, que atrapalha a reação, também é removida. Depois de seco e homogeneizado, o óleo tem suas propriedades separadas, por substâncias catalisadoras. "Tudo é feito dentro de um processo hermético, num motor à prova de explosão", explica Armando Dias Júnior, que desenvolveu o projeto. Por último há a filtragem, que faz com que o produto atinja as normas da Agência Nacional do Petróleo (ANP). "A glicerina corresponde a cerca de 10% do produto final, e também poderá ser utilizada pelas cooperativas para fazer sabão", observou Dias Júnior. Todo o processo é feito a partir de energia solar e um gerador movido a biocombustível, garantindo autossustentabilidade.

 

De acordo com Oliveira, a carreta pode armazenar até mil litros de combustível. A capacidade máxima de cada processo de produção, que dura cerca de duas horas, é de 220 litros - suficiente para abastecer os 13 caminhões do Programa de Coleta Seletiva de Sorocaba. O secretário afirmou que a medida irá gerar economia aos cofres públicos, já que cada caminhão de coleta gasta, em média, cerca de 330 litros de combustível por mês.

 

Outro objetivo da ação é diminuir a emissão de gases poluentes e reduzir os impactos ambientais provocados pelo óleo de cozinha. Para Jussara de Lima Carvalho, secretária do Meio Ambiente, a iniciativa trará ganho ambiental, uma vez que além de evitar o descarte indevido de óleo a produção de energia terá menor impacto, pela redução da emissão de poluição do ar. O descarte incorreto do óleo nas pias, leva o produto aos rios e provoca a impermeabilização dos leitos, potencializando o risco de enchentes. Se for descartado no lixo convencional, o óleo pode contaminar lençóis freáticos, destacou a assessora técnica da Separ, Gislaine Vilas Boas. "O óleo de cozinha é um resíduo tóxico que possui valor financeiro e é descartado diariamente pela população de forma inconsequente."Fonte: Jornal O Cruzeiro

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