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segunda-feira, 14 de maio de 2012

CALIFÓRNIA DÁ PASSO PARA LIGAR MERCADO DE CO2 A QUEBEC

Nesta quarta-feira, a Califórnia lançou um projeto atualizado de suas regulamentações de cap-and-trade, que pela primeira vez inclui termos que ligariam seu mercado de carbono a um esquema similar da província canadense de Quebec.

 

Os termos do projeto pedem uma aceitação mútua dos instrumentos de conformidade, como permissões e créditos de compensação, entre as duas jurisdições.

Também pedem um registro comum de permissões e leilões, e incluem disposições para rastrear as permissões, disposições que são projetadas para aumentar a segurança do mercado.

 

A diretora do Conselho de Recursos do Ar da Califórnia (ARB), Mary Nichols, disse que o programa de cap-and-trade da Califórnia sempre foi projetado para se ligar a outros sistemas, e afirmou que um mercado maior beneficiaria o estado.

 

“O simples fato de que estamos aumentando o número de permissões que são comercializáveis, que há mais partes regulamentadas para comercializar, um maior número de créditos potencialmente disponíveis... todas essas coisas são benefícios na visão da Califórnia”, declarou Nichols durante uma entrevista por telefone na quarta-feira.

 

Ela disse que se ligar a Quebec também estabelece bases para que outras parcerias regionais e mesmo nacionais se unam ao esforço de combater as mudanças climáticas e promover a energia limpa.

 

“Isso manda uma mensagem forte para os dois governos nacionais de que agora é o momento para apoiar a inovação, a eficiência energética e o desenvolvimento das tecnologias limpas”, afirmou ela.

 

Impacto no preço

 

É incerto qual impacto a ligação com Quebec, que abordará cerca de 16% da quantidade de emissões de gases do efeito estufa (GEEs) da Califórnia, terá nos preços de carbono.

 

Uma análise da Barclays em fevereiro indicou que os preços das permissões de carbono da Califórnia (CCAs) na verdade aumentariam se as jurisdições fossem ligadas.

 

Mas Nichols declarou que a própria análise do ARB mostrou que a ligação não teria um efeito perceptível nos preços, já que as entidades abrangidas usariam todos os créditos permitidos sob o programa.

 

“Mesmo se sob o cenário de pior caso houver uma pequena diferença no preço, isso significaria que investidores de fora da Califórnia estariam vindo e gastando o dinheiro para fazer reduções aqui a fim de obter permissões”, disse ela.

 

“Então a Califórnia se beneficia de qualquer forma do fluxo de caixa”, afirmou ela.

 

Créditos

 

Quebec ainda tem que lançar suas regulamentações sobre os créditos de compensação, e alguns no mercado temem que a jurisdição possa não aceitar créditos dos quatro tipos de projetos aprovados na Califórnia – silvicultura, vegetação urbana, substâncias que destroem o ozônio e metano agrícola.

 

Nichols minimizou essas preocupações e declarou que as regulamentações de créditos de Quebec estavam a caminho de serem lançadas antes de uma votação em 28 de junho sobre os termos de ligação.

 

Ela disse que não partilhava das preocupações dos que afirmam que o estado poderia ficar com poucos créditos de carbono durante o primeiro período de cumprimento.

 

“Não estamos preocupados com o primeiro período de cumprimento (2013-2014), estamos bem confiantes de que há uma oferta adequada para isso”, afirmou ela.

 

“Depois de 2015 realmente temos algumas preocupações, mas não acho que ninguém desenvolverá projetos até chegarmos a esse primeiro leilão, então isso é secundário agora.”

 

Ela declarou que não tinha certeza se protocolos adicionais de créditos seriam aprovados neste ano para o cumprimento do programa.

O ARB sugeriu que os protocolos que reduzem emissões da gestão de arroz, assim como os que reduziriam emissões de metano que escapam de dutos de gás natural, poderiam ser adotados pelo estado.

 

“Há alguns [tipos de projetos] que têm sido trabalhados e estão sendo revistos em pontos que podem ser abordados pelo conselho antes do final do ano. Mas estamos tentando não nos fixar a um cronograma arbitrário”, disse ela.

 

A Califórnia receberá comentários para proposta de quarta-feira nos próximos 45 dias, antes que os reguladores votem em uma versão final, em 28 de junho.

 

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