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quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

PESQUISADORAS DA USP ESTUDAM BIODIESEL A PARTIR DE CIANOBACTÉRIAS

O cianodiesel é feito por meio das cianobactérias, um dos elementos vivos mais antigos da natureza. Foto:PROYECTO AGUA** /** WATER PROJECT

Uma pesquisa do Centro de Energia Nuclear na Agricultura (Cena) da USP, em Piracicaba (SP), estuda a utilização de cianobactérias como matéria prima alternativa para a produção de biodiesel. Atualmente o biocombustível é feito a partir de óleos vegetais e animais, o que preocupa os atuais governos devido ao receio quanto à escassez de alimentos.

 

O projeto, desenvolvido em parceria entre as professoras Marli de Fátima Fiore, do Cena, e Heizir Ferreira de Castro, da Escola de Engenharia de Lorena (EEL), da USP, visa extrair o lipídeo que se acumula nas células deste tipo de bactéria para transformá-lo em óleo diesel com propriedade comercial.

 

Intitulado “cianodiesel”, o novo potencial combustível deriva de um dos elementos vivos mais antigos existentes na natureza: as cianobactérias, microorganismos de aplicações biotecnológicas variadas.

 

Uma das maiores vantagens apresentadas no estudo, e que justificam as pesquisas, diz respeito à quantidade de óleo bruto que pode ser extraído em escala industrial. Segundo as pesquisadoras, enquanto o milho produz 168 litros de óleo por hectare plantado, os microrganismos fotossintetizantes podem produzir algo em torno de 140 mil litros por hectare.

 

Caroline Pamplona, uma das pesquisadoras do estudo, acredita que o aproveitamento das propriedades das cianobactérias, poderão ser grandes geradoras de energia no futuro. “A engenharia genética pode contribuir com o desenvolvimento de sistemas biológicos novos e mais eficientes, aumentando a viabilidade do cianodiesel”, apontou ao blog do Cena.

No entanto, a pesquisadora afirmou que a transição será demorada e enfrentará diversos desafios tecnológicos e políticos.

Fonte:  Publicado originalmente no site EcoD.

 

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