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sexta-feira, 28 de agosto de 2009

REFERÊNCIA NACIONAL NO MANEJO DE FLORESTAS

A ameaça representada pelas mudanças climáticas e a imperiosa necessidade de preservação e exploração racional dos recursos naturais exigem ampla disseminação de modelos bem-sucedidos. E um desses exemplos encontra-se nas ações da indústria madeireira do Acre, um referencial na decisiva prática do manejo florestal sustentável. No Estado, 80% das empresas de transformação da madeira trabalham absolutamente dentro desses parâmetros ecologicamente corretos. As principais já têm o chamado selo verde, uma garantia de respeito às normas ambientais e fator condicional para que os produtos sejam aceitos nos principais mercados internos e internacionais.

 

Assim, o Acre tem sido um verdadeiro modelo na Amazônia nessa importante área da madeira certificada.  Graças a isso, o Estado tornou-se um dos principais exportadores do produto.  Europa, Ásia e Estados Unidos são os principais compradores, embora a crise econômica mundial tenha reduzido os embarques a quase zero e causado prejuízos próximos a 30%. O mercado interno tem sido a alternativa enquanto os efeitos do crash financeiro não sejam mitigados no Exterior. O Estado de São Paulo, o maior consumidor da produção acriana, só aceita a entrada da madeiras certificadas.

 

O braço brasileiro da organização ambiental global WWF foi um dos parceiros na elaboração da Agenda do Setor Madeireiro Empresarial, elaborada pelo Sindusmad (Sindicato das Indústrias Madeireiras do Estado do Acre). O desenvolvimento do modelo teve todo o apoio da Fieac (Federação das Indústrias do Estado do Acre), à qual o sindicato é filiado.  O papel da reconhecida ong internacional dá-se em duas frentes: a preparação das empresas para receber o selo verde; e a elaboração de estudos e pesquisas que garantam a viabilidade e a sustentabilidade da exploração.

 

A WWF Brasil também contribui para o avanço do tema no Estado, e é relevante a experiência relatada no livro “Manejo de Precisão em Florestas Tropicais: Modelo Digital de Exploração Florestal”. A obra detalha as principais etapas do processo de planejamento florestal informatizado, tecnologia desenvolvida pela Embrapa. Como se vê, a indústria local está em muito boa companhia no imprescindível trabalho de harmonização da atividade econômica e da sustentabilidade. 

 

É muito visível a posição destacada do Acre no tocante ao manejo florestal, considerando que o processo tem garantido a preservação. A cobertura florestal no Estado, de aproximadamente 90%, denota a importância e a atenção destinadas àquele processo. O modelo desenvolvido é de imensa importância, pois o setor florestal configura-se como a principal vocação econômica do Estado. O atendimento, por parte das empresas, dos preceitos legais para acesso à madeira é uma prática de excelência na interação entre natureza e atividade econômica.

 

Apoiar o setor de base florestal no seu fortalecimento e desenvolvimento tecnológico faz parte dos preceitos da Fieac. A entidade acredita ser possível alcançar uma produção industrial socialmente justa, politicamente correta, economicamente viável e ecologicamente sustentável. Tais referências são fundamentais ao Brasil para o sucesso em sua intransferível responsabilidade de preservar a Floresta Amazônica, cujos 7,6 milhões de quilômetros quadrados são os guardiões das melhores oportunidades da humanidade de vencer as mudanças climáticas e viabilizar a perpetuação da vida.

 

(*)  João Francisco Salomão  presidente da Federação das Indústrias do Estado do Acre — FIEAC

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